terça-feira, 31 de maio de 2011

Ariverci, Roma!

Villa Borghese
Villa Borghese
Ontem, dia 30 de maio, em nosso último dia em Roma, visitamos os jardins da Villa Borghese. Passeamos por todo o parque e nossa percepção foi de que a área nordeste do parque é mais abandonada do que aquelas próximas ao centro histórico e à linha do metrô. Enquanto em uma parte o parque é pouco frequentado, do outro lado encontramos maior frequência, maior cuidado com os jardins, exposição de esculturas, quiosques e um carrossel.

Piazza di Popolo
Piazza di Popolo
Já próximos à Piazza le Napoleone, assistimos ao treinamento de um grupo de guarda montada e entramos em um barzinho estilizado, em forma de quiosque, ali no parque mesmo. Depois de um chopp, apreciamos a vista no belvedere e seguimos nosso caminho até a Piazza di Popolo, ali pertinho. Dali, seguimos pela Via di Corso passando pelas lojas de grife - boas para olhar e ver as modas, mas impraticáveis - até as escadarias da Piazza di Spagna.

Pegamos o metrô ali na estação Spagna e saltamos no Termini, a estação de trem de Roma que fica próxima ao nosso hotel. Após visitarmos uma livraria ali no terminal, almoçamos em um restaurante da Via Cavour e retornamos ao hotel para descansar um pouco.

Coliseu
Coliseu
Já havíamos feito o check-out antes de sair do hotel, já que tínhamos que entregar o quarto até as 11hs, mas deixamos as malas guardadas lá.

Como nosso transfer só passaria por lá às 18hs, retornei ao Coliseu para uma última olhada. Desta vez, deixei meus companheiros de viagem descansando e fui sozinha. Havia uma manifestação bem em frente ao símbolo de Roma, que tumultuava o trânsito e deixava tudo confuso por ali. Não fiquei lá muito tempo. Retornei logo ao hotel, o que provou ter sido uma decisão acertada, já que nosso transfer antecipou a vinda por conta do trânsito confuso do horário do hush.

domingo, 29 de maio de 2011

Roma em 1 dia

Foro Romano
Foro Romano
Hoje fizemos um verdadeiro tour por Roma. Iniciamos nosso passeio pelo Coliseu, que fica relativamente próximo ao nosso hotel. Enfrentamos uma filazinha para comprar os bilhetes de entrada, que também davam direito de visitar o Foro Romano. Assim, após cerca de 2 horas visitando o Coliseu, seguimos para a segunda atração a que tínhamos direito pelo bilhete, e que estava logo ali ao lado. No caminho, passamos ao lado do Arco di Constantino. O Foro Romano nos consumiu outras 2 horas. Dali, ainda vimos diversos ciclistas em uma espécie de protesto pelas ruas interditadas para o lazer do domingo.

Coliseu
Coliseu

Dali, seguimos até o Monumento a Vittorio Emanuele II, passando pelo Mercati e outras ruínas no caminho. Dali, fomos almoçar próximo à Area Sacra, para onde nos dirigimos depois, antes de seguir para o Pantheon e para a Pizza Navona. Chegamos a pensar em visitar a Embaixada Brasileira, mas estava fechada, já que era domingo.

Basílica de São Pedro
Basílica de São Pedro
Depois, atravessamos a Ponte Sant'Angelo, que nos levou até o Castelo de mesmo nome, e dali continuamos o passeio até a Basílica de São Pedro, no Vaticano. Atualmente, para entrar na Basílica, é preciso passar antes pelo raio-x, o que acaba gerando uma enorme fila de acesso. Também não percebi a entrada para a cúpula e quando enfim fomos procurá-la, o horário de subida já havia se encerrado. :( Outra coisa que percebemos, não só ali, mas em outro lugares também, é que pelo fato de ser domingo, e o último do mês, estava tudo muito cheio. Para voltar, pegamos o Metro na estação Ottaviano e voltamos para o hotel.

sábado, 28 de maio de 2011

As Ruínas de Pompéia

O tour a Nápoles e Pompéia foi fraco. Acostumados ao nível de qualidade da Queensberry, este passeio não chegou nem aos pés daquele. Já sabíamos que não haveria guia brasileiro nem mesmo falando português. Mas o que não sabíamos é que seria a mesma excursão para todos os idiomas: inglês, espanhol e japonês.Registre-se aqui que haviam apenas duas pessoas falando espanhol e outras duas falando japonês. Ao mesmo tempo, haviam 8 brasileiros. Aliás, um consenso entre os brasileiros foi que o guia falava muito em inglês e muito pouco em espanhol. Recebemos menos informações?

Bem... A parte do tour por Nápoles foi inexpressiva. Todo o percurso foi feito dentro do ônibus e a única parada foi de apenas dez minutos para tirar uma ou duas fotos. Em seguida, nos levaram para uma loja de camafeus e corais. Ficamos lá por uma meia hora. Estava no programa, mas achamos totalmente dispensável.

A melhor parte do tour foi o almoço incluído, já em Pompéia. O primeiro prato era sopa ou spaghetti ao sugo. Escolhemos a segunda opção. O segundo prato foi um "rosbife" de porco acompanhado de batatas à dorê com um molho de pimentão por cima. Por último, de sobremese, salada de frutas. Tudo muito bom. A bebida não estava incluída, de forma que nós cinco optamos por uma garrafa de vinho Syrah da Sicília e água.

Panorâmica de Pompéia
Panorâmica de Pompéia

Pompéia e o Vesúvio
Pompéia e o Vesúvio
Após o almoço, entramos enfim no mundo de Pompéia. Nosso passeio pelas ruínas durou cerca de 3 hrs, mas poderia ter sido muito melhor aproveitado se tivéssemos recebido o mapa do lugar e se houvesse um guia específico para cada idioma - como ele tinha que repetir as explicações, demorava mais, omitia algumas informações e acabava por dispersar o grupo. Além disso, não tínhamos a liberdade de explorar as escavações. Ainda assim, vimos bastante coisa por lá.

Chegamos à Roma por volta das 8hs da noite e terminamos a noite com pizza e um bom vinho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Revivendo Roma

Não fizemos muita coisa pela manhã. Depois do café da manhã, saímos apenas para um passeio à pé pelas redondezas do hotel e voltamos logo para terminar de arrumar as malas. Saímos do hotel no horário em direção ao aeroporto de Malta, onde embarcamos para Roma, ao invés do resto do grupo, que seguiu de volta para o Brasil.

Basílica de Santa Maria Maggiore
Basílica de Santa Maria Maggiore
Na chegada à Roma, o senhor responsável pelo nosso transfer até o hotel nos esperava na área de desembarque, e o encontramos sem dificuldade. Até o hotel, foram-se cerca de 45 minutos, e chegamos lá por volta de 17 horas.

Fontana de Trevi
Fontana de Trevi
Após nossa chegada, deixamos as coisas no hotel e seguimos para um passeio pelas redondezas. Visitamos a Basílica de Santa Maria Maggiore, saboreamos um mix de carnes com batata à dorê em um restaurante ali perto, e ainda caminhamos até a Fontana de Trevi, que surpreendeu pela quantidade de pessoas visitando-a.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Gozo - Opcional Imperdível

A segunda maior ilha de Malta tem um nome curioso e que invariavelmente desperta várias piadinhas por parte dos brasileiros: Gozo.

Baía de Xhendi
Baía de Xhendi

Janela Azul
Janela Azul
Partimos para lá logo cedo, para pegar o primeiro ferry do dia. Chegando à Gozo, fizemos uma breve parada para fotos na Baía de Xhendi, um local com água cristalina e uma pequena praia. Ficamos com inveja dos frequentadores do local. Dali seguimos para a bela Janela Azul, em Dwejra. Este gigantesco arco talhado na rocha, que já possui sinais de desmoronamento e deve deixar de existir em breve sob a ação da erosão, é o principal cartão postal desta ilha. Além de fotografar o postal, também ingressei em um passeio de barco que começa em uma pequena piscina natural e que possui ligação com o mar através de uma caverna. Lá do outro lado, avistamos a Janela Azul de outro ângulo. Para quem não tem nenhum problema com enjôo, vale a pena fazer o passeio de barco, que custa apenas 3,50 euros e dá outra dimensão ao postal. Do barco, é possível ver os corais cor de vinho e uma formação rochosa semelhante a um crocodilo.

Cidadela em Victoria
Cidadela em Victoria
Dali, seguimos para o almoço no restaurante Tá Rikardu, localizado na entrada da Cidadela em Victoria, que visitamos logo após a refeição, composta por ravioli de ricota de cabra com espinafre com molho ao sugo, seguido por uma salada de queijos de cabra temperados, tomate cereja fresco, tomate-seco super-salgado, azeitonas, cebola e alcaparras. De sobremesa, doces típicos da região: uma espécie de paçoca de amêndoas e biscoito recheado por doce de tâmaras. O vinho, desta vez, era um cabernet sauvignon maltês.

Saindo da Cidadela de Victoria, fomos conhecer o Templo de Ggantja, construção considerada uma das mais antiga do mundo, mais antigas ainda que as pedras de Stonehenge, conforme análises com teste de carbono.

Templo de Ggantija
Templo de Ggantija

Praia Vermelha
Praia Vermelha, Gozo, Malta.
Por último, antes de pegar o ferry de volta à Ilha de Malta, fomos conferir a caverna de Calipso, onde Ulissys ficou prisioneiro da ninfa Calipso por 7 anos, segundo a "Odisseia" de Homero. A entrada da caverna, que mais parece um poço, estava interditada, muito provavelmente para evitar os muitos acidentes que ocorrem ali por conta dos degraus escorregadios da descida à caverna. Mas o principal neste última atração não era tanto a caverna, mas sim o mirante com vista para a bela Praia Vermelha, a maior de Gozo.

De volta ao hotel, aproveitei um pouco a piscina externa e com borda infinita e a piscina coberta aquecida.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Malta... uma Surpresa!

Apenas pela manhã, durante o city-tour, pudemos ter uma idéia do que é Malta. Menor país da comunidade européia - se juntou em 2004 e começou a utilizar o euro em 2008 -, este pequeno arquipélago de três ilhas habitadas (Malta, Gozo e Comino) tem muita história para contar, e marcou presença em quase todos os grandes eventos mundiais, sofrendo com invasão otomana, pilhagem francesa, e bombardeio alemão; tudo por conta de sua posição privilegiada bem no centro do Mar Mediterrâneo.

Malta
Malta
Durante o passeio, visitamos Mdina, cidade amuralhada em estilo medieval que no passado foi capital de Malta. Ela também é chamada de cidade do silêncio, já que os carros são proibidos de circular por ali. Visitamos a antiga Catedral e seguimos para um teatro onde era exibida o espetáculo de audiovisual "Malta Experience", um documentário sobre a história de Malta com uma fotografia deslumbrante.

Malta
Malta
Neste dia, tínhamos uma refeição incluída, de forma que fomos ao restaurante reservado pela Queensberry, já esperando outro almoço com a qualidade dos anteriores. Não me decepcionei. Era menu fixo, e de entrada, foi servida uma salada de aspargos. O prato principal era um peixe delicioso que desmanchava na boca, acompanhado de um molhinho, purê de batata e um verdinho refogado - muito bom. Tudo regado, novamente, por água e vinho! De sobremesa, um pedaço de torta. Ainda comi metade do sorvete de limão que o guia havia pedido para o meu pai em substituição à torta. Por fim, o tradicional cafezinho.

Co-Catedral de St. John
Co-Catedral de St. John
Em Valetta, visitamos a belíssima co-Catedral de Sao João Batista, toda dourada e enfeitada com motivos da Ordem de Malta. No Museu da Catedral, vimos tapeçarias e quadros pintados por Caravaggio, inclusive sua única obra assinada. Dali, seguimos para uma visita aos jardins do palácio e a algumas salas utilizadas até hoje em eventos oficiais.

De volta ao hotel, ainda demos uma volta de reconhecimento pelas redondezas, e seguimos pela orla até o The Point Shopping Mall, antes de encerrarmos o dia com um lanche no quarto do hotel.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Breve Passagem pela Região da Umbria

Deixamos a Toscana em direção ao Aeroporto Internacional Fiumicino, nas proximidades de Roma, para pegar o vôo para Malta, outro micro-estado europeu.

Catedral de Orvieto
Catedral de Orvieto
No caminho, fizemos uma parada na cidade velha de Orvieto, na região da Umbria, com direito à subida em funicular e em ônibus municipal, até chegarmos à Piazza Duomo, onde fica a Catedral de Orvieto, cuja fachada é toda trabalhada com figuras em baixo relevo da bíblia em mármore branco. Por dentro, capelas com o teto e as paredes pintadas lembravam a Capela Sistina.

Janela típica de Orvieto
Janela típica de Orvieto
Nosso city-tour incluiu, além da visita à catedral, um passeio pelas ruas de Orvieto até um mirante com uma bela panorâmica da região. Em seguida, tivemos tempo livre para almoçar e passear pela cidade. Depois do almoço, experimentei um sorvete de chocolate com laranja muito bom, mas enquanto o saboreava, fui premiada com uma "cagada" de pombo, que só não sujou meu cabelo porque o óculos estava na frente. E ainda teve um gato preto cruzando o meu caminho. Bem, de acordo com o filme "Sob o sol da Toscana", ser premiado na Itália é sinal de boa sorte...Tomara.

Panorâmica de Orvieto
Panorâmica de Orvieto

O checkin no aeroporto foi precedido por um momento de tensão, decorrente do limite de 20 kg por mala. No entanto, não houve problemas.

Estava prevista uma escala em Calabria que, para nossa sorte, não ocorreu, já que não havia nenhum passageiro para lá. Assim, chegamos mais cedo à Malta.

Mais um incidente desagradável assolou uma de nossas companheiras de viagem: a mala dela não chegou. :( Logo na chegada à Roma, ela já havia esquecido a bolsa com o passaporte na área de raio-x do aeroporto; depois, em Barcelona, a bolsa dela ainda foi furtada no hotel, durante o café-da-manhã. Por sorte, conseguiram recuperar o passaporte.

Embora o guia dissesse que o hotel era muito bom, espaçoso e moderno, eu estava preocupada com um review que vi no Trip Advisor, que reclamava da extorsiva taxa de acesso à internet do Hotel The Palace. No entanto, ao questionar a recepcionista do hotel acerca da internet wifi, esta me informou que seria gratuita. Como ela perguntou se eu fazia parte do grupo da Queensberry, fiquei com a suspeita que a "regalia" era um privilégio para o nosso grupo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Amapolas na Toscana

Era dia de conhecer um pouquinho da Toscana, através das paisagens e das três cidadezinhas em que paramos: Montepulciano, Pienza e Montalcino.

Em Montepulciano, nosso ônibus não podia subir até a parte mais alta da cidade amuralhada e fortificada. Assim, para facilitar um pouco as coisas, nosso grupo de 26 pessoas - incluindo a guia local e o lider da excursão - acabou embarcando em um micro-ônibus local, que subiu com super-lotação até a piazza mais alta da cidade. Parecia que estávamos no metrô do Rio às 6hs da tarde. Pelo menos o pessoal estava animado. Descemos à pé pelas ruelas vendo as lojinhas e nos extasiando com a vista do alto da cidade.

Montepulciano
Montepulciano

Amapolas
Amapolas
Pouco depois da saída de Montepulciano, fizemos uma parada não programada no meio da estrada, para ver as amapolas floridas, que davam um tom vermelho aos campos verdes da Toscana.

Dali, seguimos até Pienza, onde almoçamos muiiiito bem. A Queensberry se superou nesta refeição incluída no roteiro. O primeiro prato era um ravioli de queijo com espinafre com molho de manteiga, bem leve e muito gostoso. O segundo prato era um risoto ao funghi, muito saboroso. Para quem quisesse, ainda tinha o queijo ralado. O terceiro prato era composto por carne de porco assada e cortada bem fininha, linguiça levemente apimentada e um outro corte de vitela. Tudo muito bom, farto e regado a muito vinho tinto da Toscana. Por fim, de sobremesa, um sorvete de limão. Ainda teve o cafezinho para fechar o almoço com chave de ouro. Depois deste almoço, demos uma volta à pé pelas redondezas para conhecer Pienza, terra do Papa Pio II.

Pienza
Pienza

Dali, seguimos para a última das cidades previstas no nosso tour do dia: Montalcino. Lá, tivemos uma degustação de vinhos do tipo Brunello na enoteca da fortaleza, datada do século XIV. Foram três os vinhos degustados:

  • Rosso di Montalcino 2007 - La Fortezza - DOC
  • La Fortezza di Montalcino 2005 - Brunello di Montalcino - DOCG
  • TASSI 2004 - Brunello di Montalcino - DOCG
  • Montalcino
    Montalcino
    Outro ponto alto da visita à fortaleza foi a subida à torre do castelo, de onde se tem uma vista de 360 graus da Toscana.

    A volta, pelo Valle D'Orcia, manteve o pessoal acordado, tirando inúmeras fotos das belas paisagens da Toscana.

    domingo, 22 de maio de 2011

    Enfim... a Toscana!

    Ravenna
    Ravenna
    Saímos de San Marino com um pequeno atraso logo depois que nosso motorista - o Moreira - resolveu o problema com a bateria do ônibus, que descarregou. Seguimos para Ravenna, onde tivemos um city-tour com a guia Lucciana, a mesma do dia anterior, em San Marino. Aliás, ela era uma figura: parecia um barrilzinho vindo diretamente do Pólo Norte e falando um espanhol arrastado misturado com italiano que boa parte do grupo não entendia. A sua chegada em uma bicicleta foi quase triunfal! Foi até aplaudida!

    Basilica di S. Vitale - Ravenna
    Basilica di S. Vitale - Ravenna
    Em Ravenna, só tivemos tempo livre suficiente para o almoço, e mesmo assim apertado: foi o tempo de comer uma pizza de prosciuto e já estava na hora de irmos embora. De qualquer forma, não havia lá muita coisa para se ver por ali.

    Nossa viagem continuou para Chianciano Terme, cidade da Toscana conhecida pelas termas que serviria de base para nosso passeio pela região.

    Toscana
    Toscana
    As curvas sinuosas da estrada, a bela paisagem com ciprestes e rolos de feno característicos desta região e o sol brilhando no céu saudaram nossa chegada à Toscana. Ficamos hospedados no Hotel Admiral Palace em um quarto adaptado para deficientes físicos. Cheguei a tempo de dar um mergulho na piscina do hotel antes de sair para jantar.

    O ponto negativo e em comum da maioria dos hotéis que pegamos durante este tour tem sido o ar condicionado, que em geral é mantido desligado ou apenas com a função de ventilação, e quase sempre acabamos sentido calor à noite. Neste hotel não foi diferente. A internet é gratuita, mas é preciso pegar um login/senha na recepção, que é válido somente por meia hora.

    sábado, 21 de maio de 2011

    As Três Torres

    San Marino é um país-ilha, rodeado de Itália por todos os lados, e está localizado nas montanhas apeninas, no nordeste da Itália, próximo ao porto de Rimini (Itália), no Mar Adriático. Com cerca de 61 quilômetros quadrados, é um dos micro-estados europeus e mais conhecido por nós brasileiros por conta do Grande Prêmio de San Marino de F1. Curiosamente, o GP não é realizado dentro de San Marino, mas em Imola, uma cidade italiana a 100 km do micro-estado.

    Primeira Torre
    Primeira Torre
    O país também é zona franca, e outra grande fonte de renda é o turismo. Aliás, a impressão que temos ao ver as inúmeras lojinhas da área histórica é que San Marino é o Paraguai dos europeus. A quantidade de imitações que vemos por todos os cantos é impressionante. Mas o que nos encantou mesmo foram as três torres, ou melhor, a trilha de acesso e as panorâmicas que encontramos pelo caminho. Embora de acesso relativamente fácil, é muita subida. Mas a paisagem compensa.

    Segunda Torre
    Segunda Torre
    Ficamos no Grand Hotel San Marino, logo antes da entrada do centro histórico. Pela manhã, o city-tour à pé nos levou pelas ruelas da cidade antiga até a primeira torre, com muitas interrupções e distrações pelo caminho, já que as muitas lojinhas chamavam a atenção de pessoas do grupo. A guia que nos acompanhou era uma figura... além de parecer um personagem de South Park, parecia ter saído do Pólo Norte para nos encontrar ali. Depois soubemos que ela estava doente.

    Terceira Torre
    Terceira Torre
    Na primeira torre, o city-tour terminou e ficamos livres para explorar San Marino. Continuamos o passeio em direção às outras 2 torres, percorrendo a trilha cheia de belvederes - e parando em todos eles para apreciar a vista. Na volta, além de passear pelas ruas e ver as inúmeras lojinhas - muitas com artigos grosseiramente falsificados -, ainda apreciamos uma feira/exposição de flores que estava ocorrendo ali.

    Mercado de Flores
    Mercado de Flores
    À tarde, parte do grupo pegou um ônibus ali pertinho ao hotel, na entrada da cidade histórica - o ingresso era comprado no hotel, por 4 euros, e permitindo várias paradas - e seguiu para os shoppings, localizados na parte mais baixa do país. Não fui. Preferi descansar, aproveitar a hidromassagem no terraço do hotel e arrumar a mala.

    Bologna al ragu

    La Spezzia
    La Spezzia
    Ontem, depois de dormir com a compressa de "Lacrima Plus" nos dois olhos, acordei com eles novinhos em folha, com a visão cristalina e sem sinal de irritação. Ainda bem! :)

    Bologna
    Bologna
    Deixamos Porto Venere em direção à Bologna, via Parma. Este dia foi meio chato, já que teve um grande percurso de viagem mesclado à visita à Bologna, cidade do famoso molho à bolognesa, também chamado ali de molho "al ragu". Depois do city-tour com uma guia do local, almoçamos lá mesmo, experimentando a legítima massa italiana caseira. Parte do grupo optou pela lasagna à bolognesa e outra parte, pelo tagliatelli al ragu.

    San Marino
    San Marino
    Bologna é outra cidade que eu dispensaria a visita, mas era caminho para San Marino e precisávamos almoçar... Deixamos a Bologna em direção ao nosso destino final naquele dia: San Marino. Chegamos lá a tempo de ver o belo pôr do sol, embora este não tenha sido tão bonito quanto o do dia anterior. Uma névoa no horizonte terminou o espetáculo mais cedo.

    sexta-feira, 20 de maio de 2011

    Percorrendo as Cinque Terre

    Sestre Levante
    Sestre Levante
    Um dos pontos altos da viagem foi ontem - dia 19. Foram muitos lugares com paisagens exuberantes em um mesmo dia. O passeio à Cinque Terre, de acordo com outro casal da excursão, é mais bonito e impressionante do que a Costa Amalfitana. Não conheço esta última, mas que 5Terre é mesmo fantástica.... ah, isso ela é!

    Como o próprio nome já diz, Cinque Terre é composta por 5 cidadezinhas que compõem um parque nacional. Além disso, também é patrimônico da humanidade pela UNESCO. Muitas pessoas fazem o percurso entre as cidades à pé, enquanto outros preferem o percurso de barco. É possível também misturar trechos à pé com trechos de barco. As trilhas são pagas e vale a pena percorrer pelo menos uma delas à pé.

    O pequeno cruzeiro começa em Sestre Levante, de onde seguimos até Monterosso, a primeira das Cinque Terre. Depois de passear pelas ruas dali, seguimos viagem em nosso cruzeiro para a segunda das Cinque Terre: Vernazza. Almoçamos ali, em um restaurante próximo à baía. Por sdinal, muito boa a comida: uma massa ao pesto (com manjericão) de entrada, seguida por um filet de peixe branquinho que desmanchava na boca, coberto por fatias de batata e por um "molho" de tomate, pimentão e outros temperos. De sobremesa, um sorvete de limão. Delícia!

    Vernazza
    Vernazza

    Ainda passeamos pelas ruelas de Vernazza antes de embarcarmos novamente para para outra das Cinque Terre.

    Via Dell'Amore
    Via Dell'Amore
    Não paramos em Corniglia, a terceira das cidadezinhas. Ao invés disso, pulamos para a quarta: Manarola. Dali, fiz o percurso, por terra, até Riomaggiore, a última das Cinque Terre. Enquanto isso, meus pais seguiam para lá de barco. Este último é o menor dos percursos à pé, e é realmente lindo. Por fim, voltamos ao barco para seguir até Porto Venere, onde nosso ônibus já nos aguardava para nos levar até o hotel.

    Porto Venere
    Porto Venere
    Logo após a chegada, coloquei meu biquini e desci para nadar na piscina. Antes não tivesse ido. Apesar da água estar em uma temperatura ótima, o cloro da piscina salgada era venenoso, e saí dela com os olhos muito vermelhos e ardendo. Mesmo após um banho onde lavei muito os olhos e pinguei muito colírio, eles continuavam vermelhos e ardendo. Por fim, falei com o garçom que atendia na piscina e este, um argentino simpático, conseguiu um colírio (ALFA) com o salva-vidas para eu pingar nos olhos.
    Pôr do sol
    Pôr do sol
    O remédio fez com que meus olhos voltassem a sua cor normal. Ainda assim, continuava enxergando tudo meio embaçado, principalmente a vista esquerda.

    Coloquei meus olhos escuros e seguimos para um passeio até a igreja e as ruínas no alto de Porto Venere. Assistimos ao maravilhoso pôr do sol dali. Fantástico, por sinal.

    Margeando o Mar Mediterrâneo

    Farol de Gênova
    Farol de Gênova
    Dia 18 tivemos outro dia corrido. Saímos cedo de Mônaco em direção à Gênova, cidade portuária da Itália. Achei a cidade, que tem forma de serpente, feia, suja e mal-cheirosa; cheia de becos e ruelas obscuras. O símbolo de Gênova é um farol, que continua funcionando até hoje.

    Almoçamos uma massa ali - afinal, estávamos na Itália - e seguimos para Santa Margherita Ligure, onde embarcamos em um barco que nos levou até Portofino, um lugarejo com várias "lojinhas" de grife, como Salvatore Ferragano, Gucci e Louis Vuitton, e cujos "camelôs" cobram praticamente o mesmo que as lojas de grife. Muito bonito o lugar, vale a visita, mas tudo ali também é muito caro. O sorvete, por exemplo, tem preço mais alto para os turistas do que para os moradores. Ah! E não faltou a carranca e a grossura tradicional dos italianos durante o atendimento.

    Portofino
    Portofino

    Depois de aproximadamente 1 hora e meia, retornamos à Santa Margherita, onde nos hospedamos no Hotel Imperiale. Disseram-nos que era o melhor hotel da viagem, ainda mais bonito que o Copacabana Palace. Não é verdade e seria uma injustiça para com o Copacabana Palace. O banheiro realmente é ótimo, mas o ar decadente é revelado nas paredes sujas, nos mostradores dos elevadores arranhados e nos espelhos velhos e sem aço dos corredores. O ar condicionado não funcionava direito e o nosso quarto era um ovo: um quarto triplo com móveis amontoados e com a cama extra encostada aos pés da cama de casal. Ou seja, você dorme nos pés dos outros. Nem em albergue é assim. Por outro lado, outro casal, que estava na mesma excursão que a nossa, ficou em um quarto tão grande que tinha até sala de estar, com mesa de centro, sofá e poltronas. Para um hotel de sua categoria, isto é imperdoável. Fica claro que não há planejamento ou estrutura para receber um grupo. Além disso, a Internet custa 18 euros o dia (de meia-noite à meia-noite seguinte). Um absurdo, principalmente quando outros hotéis de categoria muito inferior não cobram nada por este serviço. Resultado: nada de Internet neste dia.

    Hotel Imperiale - Santa Margherita
    Hotel Imperiale - Santa Margherita
    Ainda deu tempo de passear pelo jardim do hotel e de dar um mergulho na piscina natural do hotel - uma extensão do Mar Mediterrâneo - antes que ela tivesse o acesso fechado. À noite, lanchamos no quarto de um casal amigo que também estava na excursão.

    terça-feira, 17 de maio de 2011

    Entre Porsches e Ferraris

    Castelo do Principado
    Castelo do Principado
    O Principado de Mônaco possui somente cerca de 2 quilômetros quadrados. Para compensar a falta de espaço, é grande a quantidade de túneis entre diversos pontos da cidade - inclusive com rotária dentro do túnel - e de elevadores e escadas rolantes públicos ligando a parte alta à parte baixa do pequeno país. O trânsito, em Mônaco, é meio complicado, dado as ruas estreitas em mão dupla, as muitas curvas e ladeiras.

    O Hotel Columbus, onde ficamos, tinha ótima localização. Fica em frente ao Jardim de Rosas da Princesa Grace Kelly, tem um Carrefour relativamente perto, e nas proximidades, tem ainda um heliporto para vôos panorâmicos e um deck para caminhada que termina em um mirante com vista para o castelo do príncipe.

    Todos os moradores de Mônaco recebem, do principado, uma "mesada" de 1000 euros desde o seu nascimento. Em contrapartida, eles não podem jogar no famoso cassino do principado, ou perdem essa regalia. Eu queria ter este problema. Chato, não? :)

    Durante a manhã, fizemos um city-tour por Mônaco, utilizando ônibus público, já que diversas ruas estavam interditadas por conta dos preparativos para o Grande Prêmio de Fórmula I. Ficamos impressionados com os "carrinhos" básicos que circulam pela cidade.

    Catedral Russa
    Catedral Russa
     
    Jardim de Rosas de Cimiez
    Jardim de Rosas de Cimiez
    À tarde, deixamos Mônaco para visitar Nice. Além de vermos o famoso calçadão, uma feirinha típica e tomarmos um sorvete ali perto, também visitamos a Catedral Ortodoxa Russa, que nos transportou à Rússia por uns 20 minutos, e um belíssimo jardim de rosas no bairro de Cimiez.

    segunda-feira, 16 de maio de 2011

    Entre o Festival de Cannes e o Grande Prêmio de Mônaco

    Praia de Cannes
    Praia de Cannes
    Pois é. Por um acaso do destino, nossa passagem por Cannes coincidiu com o Festival de Cinema. Se por um lado havia o glamour do cinema e das celebridades, por outro lado estava muito cheio, confuso e muito fácil de se perder. Andamos quase o tempo todo com o guia por perto, à exceção de uma meia-hora fugaz que mal foi suficiente para algumas fotos da praia de Cannes e do Palácio dos Festivais; enfim, de toda a atmosfera de cinema que se respirava em Cannes naquele momento.

    Festival de Cinema
    Cannes
    No quesito curiosidades, podemos dizer que Cannes ganhou seu lugar ao sol quando o inglês Lord Brougham se hospedou nesta cidade ao invés de em Nice, por conta de uma epidemia de cólera. Ele gostou tanto do lugar que construiu uma vila e passou a retornar à Cannes todos os anos, trazendo seus aristocratas amigos ingleses, o que acabou dando o ar fashion à cidade. A cidade também é conhecida por ter sido ali pertinho, na Ilha Sainte Marguerite, que o homem da máscara de ferro ficou preso. Atualmente, existe um passeio turístico que leva até a ilha.

    Saint Paul de Vence
    Saint Paul de Vence
    Nossa visita à Cannes foi corrida. Seguimos logo para Saint Paul de Vence, onde almoçamos e passamos uma boa parte da tarde nos perdendo e nos reencontrando pelas suas vielas em estilo medieval, cheias de lojinhas e galerias de arte. Por ali, passaram vários artistas: Matisse, Soutine, Chagall e Renoir, entre outros, o que ajudou a manter intactas as construções históricas e a tradição de exposições e eventos de arte.

    Jardim de Rosas
    Jardim de Rosas
    À tardinha, seguimos viagem em direção à Mônaco, onde nos hospedamos no Hotel Columbus. Ainda pudemos visitar o jardim de rosas de Grace Kelly e dar um giro pela cidade, até o local onde será realizado o Grande Prémio de Fórmula 1 de Mônaco, daqui a duas semanas. Conhecemos o local da largada e os boxes. Parte do circuito já está interditado por conta da proximidade do GP, e as arquibancadas já estão todas montadas.