quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Helsinki em um dia

Acordamos no navio uma hora à frente (01/10/2013). Agora já eram 6 horas a mais de diferença entre nós e o Brasil, e até o fim do dia, essa diferença ainda seria ampliada.

Uma curiosidade é que este mini-cruzeiro entre Estocolmo e Helsinki opera o ano inteiro, inclusive no inverno, quando o o Mar Báltico congela. Nesta época, ele navega seguindo o rastro dos navios quebra-gelo, esses navios da foto ao lado. São 4 ao todo (pelo menos tinham quatro lá, apesar de só aparecerem 3 na foto), e um deles já começa a operar na semana que vem! É, "the winter is comming"!

Pouco depois do café da manhã estilo buffet à bordo, o navio chegou a Helsinki. Desembarcamos logo e já nos encontramos com a Ana Paula, uma gaúcha que está há 15 anos na Finlândia e que seria nossa guia local.

Ela nos mostrou a cidade, contou histórias, curiosidades e falou um pouco sobre o sistema de educação e saúde finlandês. O sistema de saúde é universal, ou seja, é gratúita para todos. A educação, considerada a melhor do mundo, é pública e também gratuita, inclusive o material escolar. Não há uniforme e na universidade é necessário pagar apenas uma matrícula de 40 euros.

A Finlândia possui 2 idiomas oficiais: o finlandês e o sueco, herança de muito tempo de dominação da Suécia sobre a Finlândia.

Os destaques do citytour foram a Catedral de Helsinki, a Igreja de Pedra e o Parque Sibelius.

A Igreja de Pedra, de origem luterana, foi escavada dentro de uma rocha de granito sólida.

O Parque Sibelius fica localizado em frente a uma praia considerada a mais quente da região, e por isso é também a mais frequentada. No verão, as águas chegam à temperatura de 20o Celsius.

No meio do parque fica o Monumento Sibelius. São centenas de tubos prateados em diferentes diâmetros e alturas, formando ondas e tentando capturar o estilo musical do compositor finlandês Jean Sibelius.

Ao fim do citytour, nos despedimos de mais 2 casais: o Beto e a Cláudia, que com seu inseparável tripé tirou fotos fantásticas do grupo, e os baianos Neuva e Lourival, o médico-cantor-fotógrafo.

Tivemos uma horinha livre para almoço antes de encarar a longa viagem até São Petersburgo. Fizemos uma parada de uns 45 minutos para descanso do motorista do ônibus. Pouco depois, paramos na fronteira da Finlândia para carimbar a saída da União Européia. Em seguida, outra parada para o Tax Free.

Neste momento, eles pedem para ver os produtos. Na verdade, o que importa para eles é que você esteja carregando uma sacola cheia de tralhas/pacotes. Se você disser que está usando o que comprou, eles fazem cara feia e não querem carimbar, o que não faz muito sentido. Você compra um casaco na Europa porque está com frio e precisa usar. Daí eles não querem aceitar, porque você já está usando? Bizarro!

E no final das contas é só burocrático mesmo, já que eles não conferem a mercadoria.

Bem, no nosso grupo aconteceu uma situação dessas. Depois de muita argumentação e insistência até, a moça acabou carimbando o papel, muito de má vontade. Ficamos todos com a sensação de que seria mais fácil se estivesse com uma sacola com qualquer coisa dentro.

Nossa próxima parada foi na fronteira da Rússia. Todos tivemos que saltar com os passaportes, preencher uma folhinha que já nos havia sido entregue pela guia, e passar pela imigração para carimbar o passaporte.

Enquanto isso, nosso ônibus era revistado (por dentro e por baixo)... Por mais bizarro que possa parecer, não foi complexo, nem tivemos que mostrar bagagem, notebooks, nada. Muito provavelmente o processo é muito mais tranquilo para nós do que para americanos e europeus. Pelo menos em alguma situação tínhamos que ter uma vantagem! Enquanto não precisamos de visto para entrar na Rússia, e nem os russo precisam de visto para entrar no Brasil, o mesmo não ocorre com americanos e naturais da união européia.

Depois disso, entramos de volta no ônibus e seguimos viagem.

Ah! Repararam que saímos da Finlândia e, antes de entrarmos na Rússia, "fizemos" o Tax Free? Pois é, ficamos nos perguntando onde estávamos e o pessoal brincava: "o Tax Free fica em terra de ninguém"! Brincadeirinha! Ali ainda é a Finlândia, mas já estamos pertinho da real fronteira com a Rússia.

Ainda fizemos outra parada para lanche antes de chegarmos ao nosso hotel, o Crowne Plaza de São Petersburgo. Chegamos lá somente às 9:30 da noite! Amei o hotel! Eles disseram que não tinham quarto triplo, então deram 2 quartos duplos com porta de comunicação entre eles! E o quarto era de primeira! Tem bancada, tem internet grátis, tem muita tomada, tem banheira, tem ducha, tem espelho que não embaça, tem mimos no banheiro (sabonetinho, sais, shampoo, condicionador, body lotion, touca...) e no quarto (chá, café, chocolate em pó, barrinha de chocolate, biscoitinho e água mineral)! :)

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