sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Breve olhada por São Petersburgo

Essa segunda parte da excursão - ou a terceira parte da nossa viagem, se contarmos com a semana inicial que passamos em Malmö, na Suécia - começou com a reunião de todo o novo grupo para o citytour pela cidade, acompanhados por nossa guia Silvia, que seguiu conosco desde a Escandinávia, e a guia Natália, que volta e meia alguém chamava de Natasha. Acho que porque Natasha soa mais russo... :) A Natália é russa e fala um ótimo português. Até agora, considero que tivemos 3 três ótimos guias locais: o argentino Mathias, de Oslo, a gaúcha Ana Paula, de Helsinki, e a russa Natália, que se destacou pelo conhecimento sobre a história russa, nos contou curiosidades e nos apresentou um pouco de sua visão sobre a situação geral da Rússia, seus problemas e dificuldades. A manhã em São Petersburgo foi gelada. A calefação do hotel engana e aprendemos rápido que temos que sair sempre bem agasalhados. O citytour teve como destaques a Catedral de Santo Isaac, a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, o Cavaleiro de Bronze e a Igreja do Sangue Derramado. Tivemos três paradas durante o citytour: uma em um "mirante" para uma vista panorâmica da cidade, uma para visitar uma Igreja, e a terceira parada foi a parte comercial desses tours (sempre tem isso). Vale à pena somente para ver os preços, mas você encontra tudo em barraquinhas próximas às atrações pela metade ou até um terço do preço. E se vier um ambulante tentando te vender, pechinche! Sinceramente, seria melhor se trocassem essa parada por uma visita a algum outro ponto turístico, o que não falta por aqui. O almoço estava incluído e nos levaram a um restaurante para comer um prato típico daqui: strogonoff! No deles, o molho não parece levar tomate e parece levar farinha (minha mãe disse que é sifilítico), e vem acompanhado de purê de batata ao invés de batata-palha. Foi uma unanimidade: a versão brasileira é muito melhor! Outra coisa que achamos estranho foi não ter a opção de outro prato. Seria bom que houvesse pelo menos uma outra opção. À tarde foi reservada para uma visita ao Hermitage, um dos museus mais famosos do mundo e que ocupa um grande complexo de edifícios. O grande destaque ali é o Palácio de Inverno com suas luxuosas salas e que foi a residência oficial da família imperial até a revolução. Em 1771, Catarina construiu o Grande Hermitage para abrigar sua crescente coleção de arte. Como o museu está sendo restaurado, somente 20% dele estava aberto para o público. E é muita coisa. Tem arte pré-histórica, arte clássica, arte oriental, arte russa, arte italiana e espanhola, arte flamenga, holandesa e alemã, arte francesa e inglesa e arte européia dos séculos XIX e XX. Lá também se encontram telas de renomados pintores como Da Vinci, Picasso, Rembrandt e Monet. Em frente ao Hermitage fica a Coluna de Alexandre. À noite, fomos assistir ao show folclórico russo no Palácio de Nicolau (Nikolaevsky). Acho que a grande maioria não gostou muito não. Foi muito fraquinho. As roupas eram bonitas e algumas danças bacanas, mas eu esperava muito mais. Em alguns momentos dava um sono danado, e volta e meia os cantores/atores davam uns gritos "Hey!", acho que para acordar a platéia. Tinha ainda um cara na orquestra que tocava com uma cara de enfado que parecia não ver a hora de terminar o espetáculo. Durante o intervalo tivemos um coquetel com canapés sem gosto. O que valia eram as frutas e a bebida (para quem correu e conseguiu pegar uma). Tinha espumante, vinho e vodka. Minha mãe provou da vodka, mas achou que era falsificada! Ah, lembra o cara que tocava com cara de enfado? Ele realmente abriu um sorriso ao terminar o espetáculo!!! Na volta, fomos comer uma pizza em um restaurante próximo ao hotel.

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