O dia, ao contrário do anterior, nublado e cinzento, amanheceu radiante, com o sol brilhando no céu. O sol realmente dá outra perspectiva, tudo fica mais alegre e bonito com ele.
Pela manhã, fomos visitar o Kremlin. Com as comemorações da chegada da tocha olímpica, tudo ainda estava confuso. Primeiro nos mandaram entrar pela entrada antiga do Kremlin, que só tem um raio-x, então demora muito. Depois de um tempo na fila, nos disseram que finalmente resolveram abrir a entrada principal. Então abandonamos a fila e nos dirigimos a esta entrada. Realmente essa decisão se provou acertada, já que não demorou muito para que nosso grupo entrasse. Ah! Detalhe: eles não implicam com bolsa de mulher, mas homem não entra com bolsa.
O Kremlin fica em um dos lados da Praça Vermelha e é uma verdadeira fortaleza com muros vermelhos. Não é à toa que o nome é Kremlin, já que esta palavra, em russo, significa "fortaleza". A muralha do Kremlin possui 20 torres, dentre as quais a mais importante é a Torre do Salvador (ou Torre Spasskaya). Lá dentro há diversos prédios, palácios e igrejas.
Depois de entrarmos, passamos em frente ao prédio onde o Putin trabalha, e seguimos para visitar os jardins do Kremlin. Não chega a ser os jardins de Peterhof, mas é bonito.
Durante a nossa visita ali pelo Kremlin, novamente assistimos à passagem da tocha olímpica. E mais uma vez nós, os brasileiros, fomos os únicos a aplaudir efusivamente o atleta. E mais uma vez ele esboçou um enorme sorriso e até seguiu mais confiante! :D
Algumas das atrações no Kremlin são o Tsar Pushka (canhão do czar), o sino gigante, o Campanário de Ivan, as várias torres e a praça das catedrais.
O canhão do czar, ou Tsar Pushka, é um enorme canhão construído em 1586 para defender o Kremlin em tempos de guerra. Apesar da sua imponência, com 1 metro de calibre, 5,34 metros de comprimento e um tubo de 40 toneladas, o canhão, que é todo ornamentado, nunca foi utilizado.
Outra atração que atrai os turistas ali é o Tsar Kolokol, um enorme sino que com 222 toneladas, com uma altura de 6,14 metros e um diâmetro de 6,6 metros, tem o título de maior sino fundido em bronze do mundo. O sinão nunca foi tocado e foi quebrado por um incêndio em 1737, quando um pedaço de 11 toneladas e meia separou-se dele. Em 1836, ele foi transladado para o interior do Kremlin, junto ao Campanário de Ivan.
É na praça das catedrais que estão localizadas a Catedral da Anunciação, a Catedral da Dormição, a Catedral do Arcanjo e a Igreja do Manto Sagrado de Nossa Senhora. Nós chegamos a visitar duas dessas catedrais: a Catedral da Dormição e a Catedral do Arcanjo. Infelizmente, é proibido tirar fotos lá dentro.
Fechando o conjunto de prédios da praça das catedrais, está o Campanário de Ivan, o Grande, construído por volta de 1600. É a estrutura mais alta do Kremlin e sua torre principal, que possui 81 metros de altura, foi a única que saiu ilesa do ataque das tropas de Napoleão em 1812. Em 1814, o Campanário foi reconstruído.
Curiosidade: sabe a Abertura 1812, de Tchaikovsky, que celebra a vitória russa sobre as tropas de Napoleão? A ideia era que o concerto de estréia fosse realizado ao ar livre na praça em frente ao Kremlin, com orquestra, banda de metais, coro e canhões que deveriam disparar 16 tiros, além dos sinos das torres do Kremlin e os da catedral do Cristo Salvador, que estava sendo inaugurada. Mas nada disso aconteceu. A sua estréia acabou acontecendo algum tempo depois em uma sala de concertos...
Quando terminou o tour pelo Kremlin, seguimos para o almoço e depois ficamos por ali, nos arredores da Praça Vermelha. Para o nosso azar, o perímetro de interdição era ainda maior do que no dia anterior. Em todas as ruas que davam acesso à praça, a primeira quadra já estava interditada. Fomos andando ao redor dela para ver se conseguiríamos tirar alguma foto ali perto. Até que conseguimos, depois de andar até o outro lado da praça, atrás da Catedral de São Basílio.
Com tudo interditado, nos restou as barraquinhas turísticas e de artesanato em frente ao Kremlin e ao Bolshoi. Pouco depois voltamos de metrô para o hotel.
À noite, o grupo Escandinávia se reuniu no bar do hotel para uma confraternização de despedida, já que a maioria do grupo seguiria de madrugada para o aeroporto. Foi até engraçado: como já estavam todos indo embora, era hora de acabar com os pães, frios, frutas e bebidas que não poderiam seguir viagem... Ou seja, o happy hour foi praticamente um piquenique no bar do hotel! :D
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