domingo, 20 de outubro de 2013

As músicas da viagem

Em uma viagem de tantos dias, algumas músicas roubam a cena. De artistas de rua a um coro do grupo, aqui vai uma breve (bem breve mesmo) seleção de algumas músicas que nos envolveram durante a viagem.

Artistas de rua: Viva la vida

Andando pelas ruas de Copenhague, nos deparamos com esta artista de rua tocando violão. Não chega a ter o padrão dos tenores de Bergen, mas gostei da interpretação, apesar de algumas engasgadas.

Fado não!

Em determinado momento da excursão, nossa guia perguntou se gostávamos de Fado. E recebeu um sonoro não do grupo. Ninguém estava muito inclinado a ouvir um estilo de música que é um lamento só… Mas acho que a nossa guia adora fado, já que passaram-se alguns dias para que ela não resistisse e nos empurrasse o fado… O pessoal chiou e ele não durou muito…

"Garota de Ipanema" no piano com coro do Grupo Escandinávia

À bordo do navio Silja, na travessia Estocolmo - Helsinki, o grupo jantou junto e emendou um passeio pelo salão comodoro, um grande espaço com as lojinhas do duty free na lateral. Tinha uma moça ao piano ali e pedimos a ela que tocasse "Garota de Ipanema". Dizem que é a música brasileira mais conhecida no exterior (e mais tocada do que Yesterday), então era maior a probabilidade dela saber tocá-la e/ou de ter a partitura da música ali. Confiram...

Em breve… o cordel do more-more

O Lourival, o cirurgião-músico-fotógrafo, nos prometeu um cordel do more-more (o problema que os baianos enfrentaram com o whisky e relatado no post "As aventuras da baianada"). Assim que ele disponibilizar, eu coloco aqui!

sábado, 12 de outubro de 2013

As aventuras da baianada! :)

Eu cheguei a comentar com alguns que, quando terminasse a viagem, faria alguns posts sobre algumas coisas que ficaram de fora nos posts do dia, seja porque não lembrei do ocorrido na hora ou porque não tinha detalhes suficientes naquele momento.

Pois bem, chegou a hora de contar algumas das aventuras dos nossos queridos amigos de viagem baianos, 2 casais que estavam sempre de alto astral e nos renderam boas risadas com suas confusões.

Uma delas, a dos casacos pendurados pela etiqueta no Teatro Mariinski, eu já contei aqui. Agora é a hora de contar sobre dois outros eventos que eles protagonizaram.

macdonaldsO primeiro deles foi no dia da chegada a Oslo. Era noite, estava chuviscando e fazia um frio de -1˚C. O desafio era comer alguma coisa, já que estavam com fome. Note que na Noruega tudo é caro, e não é diferente com a comida. Assim, a decisão acabou sendo por um lanche. Depois de passarem sem sucesso por algumas outras lanchonetes, acabaram se deparando com um Mac Donalds, que até então nem era considerado elegível para comer algo.

Bem, enquanto as mulheres iam ao toilette, os homens ficaram com a responsabilidade de comprar o lanche e, ao reencontrarem suas esposas, disseram que haviam economizado 1 coroa, já que custa menos para comer do lado de fora. Comer do lado de fora? Ao ar livre? Em um frio de -1˚C? Chuviscando?

No final das contas, as mulheres se rebelaram e se recusaram a ir para fora, e ninguém do Mac Donalds reclamou. Acho que ficaram com pena delas. Detalhe: sabe quanto custa 1 coroa norueguesa? Menos de 50 centavos de real! rsrsrs :D

whiskyEm outra ocasião, agora na Suécia, eles estavam acompanhados por outro casal de amigos de viagem, de Pernambuco, quando foram jantar em um restaurante. Como não tinha lugar vago, todos ficaram no bar, aguardando mesa. Olhando o cardápio, viram o whisky custando algo como 22 sek/d. E os nossos amigos logo deduziram que a dose do whisky custava 22 coroas. Então, um falou para o outro que a dose do whisky estava muito barata e então começaram a beber whisky. O barman gesticulou se devia colocar mais, e como a garrafa já estava no fim, eles entenderam que era o "chorinho"... E disseram: "more, more....". O barman trouxe outra garrafa e eles emendaram as doses... até que uma de nossas heroínas alertou: "Pessoal, parem de beber, porque eu acho que vocês se enganaram. O "d" não é de dose, mas de decilitro!"

copo_whiskyJá imaginou, né? A esta altura do campeonato, os baianos já haviam consumido 6 doses cada um! Questionados sobre quantos decilitros tinham em uma dose, os atendentes disseram que uma dose continha em torno de 4 a 6 decilitros! A conta veio bem salgada e por sorte eles conseguiram um desconto argumentando que não havia sido feita nenhuma medição para garantir se tinha 4 ou 6 decilitros. De uma forma ou de outra, pelas risadinhas dos atendentes e do barman, ficou claro que estes perceberam a confusão dos brasileiros e não falaram nada, o que eu, particularmente, considero má-fé...

Então fica a dica: Não é só no Brasil que existem espertinhos! E cuidado com a indicação de dosagem das bebidas. É melhor perguntar antes e ter bem claro ao que corresponde o valor impresso no cardápio do que ser surpreendido por contas astronômicas.

Ah! E pensam que a conta salgada se resumiu ao whisky? As mulheres novamente ficaram revoltadas com a confusão dos homens e impuseram uma prenda: cada um teve que pagar um casaco novo para sua esposa. Sem reclamar! :)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Último dia em Moscou e a volta para casa

Nosso último dia em Moscou amanheceu bem cinzento, com cara de chuva. Passamos boa parte da manhã fazendo milagre para colocar tudo nas malas, selecionar o que iria em mala de mão e o que seria despachado.

Como nosso transfer para o aeroporto estava marcado somente para as 15:30, resolvemos fazer logo o checkout e sair para passear ou para procurar as encomendas que faltavam. Passeamos por algumas lojas das redondezas, mas acabamos mesmo foi indo novamente para o centro. Ali descobrimos o enorme e luxuoso shopping existente embaixo da terra, com acesso pelo metrô.

Exploramos um pouco mais aquela área, mas infelizmente a Praça Vermelha continuava interditada. Achamos outras barraquinhas de artesanato e ainda regateamos umas lembrancinhas em uma delas. Ainda tínhamos alguns rublos para queimar!

Finalmente voltamos ao hotel e almoçamos ali mesmo, no bar do hotel. Moscou tem mais de um aeroporto internacional e disseram que o nosso, o SHEREMETYEVO, não ficava tão longe. Só demorou cerca de 1 hora até lá!!!

O checkin, o drop-off das malas, a passagem pelo raio-x e pela imigração foram tranquilos, mas a moça da imigração tinha a maior cara de mal-encarada! Acho que isso é próprio dos russos mesmo... Como dizia a camarada Irina, o Kremlin não precisa de turistas, são os turistas que precisam do Kremlin!

Bem, de qualquer forma, deu tudo certo. Nossa conexão de 2 horas foi no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e confesso que me senti em casa quando cheguei ali! E para quem fala que os franceses não gostam de turistas, só nos deparamos com sorrisos e gentilezas! :)

Ah! Dessa vez gostei um pouquinho mais do avião que pegamos na rota Paris - Rio. Não que a viagem de avião tenha sido confortável, porque nunca é na ralé-class. Era um monstro, um jumbo 747 de 2 andares, mas eles agora tem umas cadeiras com encosto mais fino que parece dar mais 1 ou 2 centímetros de espaço para as pernas, parece reclinar um pingo a mais e o descanso de braço podia ser todo levantado dando um pinguinho de mais espaço. Mas o que eu gostei mesmo foi do novo sistema de entretenimento. A telinha também fica na cadeira da frente, mas é maior, touch screen, e o software é bem melhor, com uma maior variedade de filmes e outras atrações. Tinha até uma entrada para USB, mas não usei. Não tem mais aquele controle horroroso que ficava no descanso de braço.

Em compensação, a comida dessa vez foi muito ruim. :( Tanto no jantar quanto no café da manhã. O que salvou foram os cookies da madrugada, disponíveis na "cozinha" do avião... :)

É a viagem acabou e o dia seguinte seria de trabalho! Isso mesmo, chegar em casa, tomar um banho e sair novamente para o trabalho. Mas isso já é a rotina.

Até a próxima viagem!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A visita ao Kremlin

O segundo dia em Moscou (06/10/2013) foi bem melhor do que o primeiro, embora esse evento das Olimpíadas de Inverno tenha nos atrapalhado bastante.

O dia, ao contrário do anterior, nublado e cinzento, amanheceu radiante, com o sol brilhando no céu. O sol realmente dá outra perspectiva, tudo fica mais alegre e bonito com ele.

Pela manhã, fomos visitar o Kremlin. Com as comemorações da chegada da tocha olímpica, tudo ainda estava confuso. Primeiro nos mandaram entrar pela entrada antiga do Kremlin, que só tem um raio-x, então demora muito. Depois de um tempo na fila, nos disseram que finalmente resolveram abrir a entrada principal. Então abandonamos a fila e nos dirigimos a esta entrada. Realmente essa decisão se provou acertada, já que não demorou muito para que nosso grupo entrasse. Ah! Detalhe: eles não implicam com bolsa de mulher, mas homem não entra com bolsa.

O Kremlin fica em um dos lados da Praça Vermelha e é uma verdadeira fortaleza com muros vermelhos. Não é à toa que o nome é Kremlin, já que esta palavra, em russo, significa "fortaleza". A muralha do Kremlin possui 20 torres, dentre as quais a mais importante é a Torre do Salvador (ou Torre Spasskaya). Lá dentro há diversos prédios, palácios e igrejas.

Depois de entrarmos, passamos em frente ao prédio onde o Putin trabalha, e seguimos para visitar os jardins do Kremlin. Não chega a ser os jardins de Peterhof, mas é bonito.

Durante a nossa visita ali pelo Kremlin, novamente assistimos à passagem da tocha olímpica. E mais uma vez nós, os brasileiros, fomos os únicos a aplaudir efusivamente o atleta. E mais uma vez ele esboçou um enorme sorriso e até seguiu mais confiante! :D

Algumas das atrações no Kremlin são o Tsar Pushka (canhão do czar), o sino gigante, o Campanário de Ivan, as várias torres e a praça das catedrais.

O canhão do czar, ou Tsar Pushka, é um enorme canhão construído em 1586 para defender o Kremlin em tempos de guerra. Apesar da sua imponência, com 1 metro de calibre, 5,34 metros de comprimento e um tubo de 40 toneladas, o canhão, que é todo ornamentado, nunca foi utilizado.

Outra atração que atrai os turistas ali é o Tsar Kolokol, um enorme sino que com 222 toneladas, com uma altura de 6,14 metros e um diâmetro de 6,6 metros, tem o título de maior sino fundido em bronze do mundo. O sinão nunca foi tocado e foi quebrado por um incêndio em 1737, quando um pedaço de 11 toneladas e meia separou-se dele. Em 1836, ele foi transladado para o interior do Kremlin, junto ao Campanário de Ivan.

É na praça das catedrais que estão localizadas a Catedral da Anunciação, a Catedral da Dormição, a Catedral do Arcanjo e a Igreja do Manto Sagrado de Nossa Senhora. Nós chegamos a visitar duas dessas catedrais: a Catedral da Dormição e a Catedral do Arcanjo. Infelizmente, é proibido tirar fotos lá dentro.

Fechando o conjunto de prédios da praça das catedrais, está o Campanário de Ivan, o Grande, construído por volta de 1600. É a estrutura mais alta do Kremlin e sua torre principal, que possui 81 metros de altura, foi a única que saiu ilesa do ataque das tropas de Napoleão em 1812. Em 1814, o Campanário foi reconstruído.

Curiosidade: sabe a Abertura 1812, de Tchaikovsky, que celebra a vitória russa sobre as tropas de Napoleão? A ideia era que o concerto de estréia fosse realizado ao ar livre na praça em frente ao Kremlin, com orquestra, banda de metais, coro e canhões que deveriam disparar 16 tiros, além dos sinos das torres do Kremlin e os da catedral do Cristo Salvador, que estava sendo inaugurada. Mas nada disso aconteceu. A sua estréia acabou acontecendo algum tempo depois em uma sala de concertos...

Quando terminou o tour pelo Kremlin, seguimos para o almoço e depois ficamos por ali, nos arredores da Praça Vermelha. Para o nosso azar, o perímetro de interdição era ainda maior do que no dia anterior. Em todas as ruas que davam acesso à praça, a primeira quadra já estava interditada. Fomos andando ao redor dela para ver se conseguiríamos tirar alguma foto ali perto. Até que conseguimos, depois de andar até o outro lado da praça, atrás da Catedral de São Basílio.

Com tudo interditado, nos restou as barraquinhas turísticas e de artesanato em frente ao Kremlin e ao Bolshoi. Pouco depois voltamos de metrô para o hotel.

À noite, o grupo Escandinávia se reuniu no bar do hotel para uma confraternização de despedida, já que a maioria do grupo seguiria de madrugada para o aeroporto. Foi até engraçado: como já estavam todos indo embora, era hora de acabar com os pães, frios, frutas e bebidas que não poderiam seguir viagem... Ou seja, o happy hour foi praticamente um piquenique no bar do hotel! :D

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A triste Moscou e a nossa frustração

Nosso primeiro dia em Moscou (05/10/2013) foi um citytour diferente, que começou com um passeio de Metrô! O Metrô de Moscou é um dos mais famosos do mundo por suas ricas e luxuosas estações. Ricamente decoradas, elas são uma atração à parte, e um dos passeios mais baratos na cidade. A passagem custa 30 rubros, o que dá menos de 1 euro! Com isso, você pode parar em várias delas, fazer baldeações etc. Basta não sair do Metrô. As escadas rolantes são enormes, altas, inclinadas e andam rápido! O trem também: ele acelera a uns 90 km/h!

Tive a impressão de que as estações mais bonitas são aquelas que ficam no perímetro da linha do anel. O metrô de Moscou é composto por diversas linhas que se cruzam. Uma dessas linhas é circular e forma um anel. Vale visitar, principalmente, as estações dessa linha. Nós paramos nas estações Belorusskaya, Novoslobodskaya, Suvorovskaya, Prospekt Mira, Krasnye Vorota e Oxhotny Ryad. Essa última faz parte da linha vermelha e tem conexão com a Teatral Naya, da linha verde, e com a Ploshchad Revolutsii, da linha roxa. São as estações do Teatro Bolshoi e as mais próximas da Praça Vermelha e do Kremlin.

Pelo que andei pesquisando, para quem tiver oportunidade, vale ainda visitar as estações Kievskaya, Park Kultury, Marksistskaya e Kurskaya, todas elas pertencentes à linha do anel, e ainda as estações Mayakovskaya, da linha verde, e Park Pobedy e Elektrozavodskaya, ambas da linha roxa.

Ah! Só tem um detalhe: eu dei os nomes no nosso alfabeto. Então aqueles que se aventurarem pelo metrô de Moscou devem ter consigo um mapinha do metrô (é fácil encontrá-lo nos hotéis) e ficar atentos ao nome cirílico dele, que é o que aparece nas estações. Não é tão difícil quanto parece.

Depois de algumas paradas e baldeações entre as estações, saltamos na estação do Teatro Bolshoi, que fica ali em frente à Praça Vermelha.

Infelizmente, demos o azar de vir a Moscou justamente quando a tocha olímpica também chegava a Moscou, e em plena comemoração pela sua chegada para os Jogos Olímpicos de Inverno. Com isso, tinha um enorme palanque no meio da Praça Vermelha e grande parte dela estava interditada.

Para piorar, o dia estava frio e cinzento. Uma droga.

Passeamos pela Praça Vermelha (por onde pudemos passar), vimos o shopping ali ao lado e chegamos pertinho da Catedral de São Basílio antes de embarcarmos no ônibus para ir almoçar.

O almoço foi em um hotel da cadeia Holiday Inn lá próximo da Praça Vermelha. Todos se perguntaram porque não podíamos ter ficado naquele hotel, ao invés do nosso. Pelo menos ele já estava perto do que interessava.

Ao contrário das refeições anteriores na Rússia, o almoço foi em estilo buffet, o que agradou mais ao pessoal.

Após o almoço, visitamos o Memorial dos Mortos na 2ª Guerra Mundial, onde a camarada Irina, nossa guia em Moscou, nos contou a história segundo a versão russa.

Os dioramas exibidos no Museu impressionam pelo realismo das cenas e pelo efeito quase 3D. Uma das primeiras grandes salas, exibida na foto ao lado, mostra uma mãe e seu único filho que sobreviveu a guerra. Uma adaptação desta história pode ser vista no filme "O Resgate do Soldado Ryan". Sobre todo o salão, havia uma representação de 2 milhões de finos tubinhos de luz representando as lágrimas das mães dos soldados mortos.

À noite, saímos novamente para um tour noturno: Moscou iluminado. O passeio foi, de certa forma, uma decepção, já que a principal atração, a Praça Vermelha, estava com as luzes apagadas!!!!

Segundo a camarada Irina, eles não sabiam que isso iria acontecer naquela noite porque o governo russo não costuma avisar sobre as interdições ou sobre alterações na vida da cidade. Eu sinceramente duvidei um pouco… Acho que, depois do que houve à tarde, ela poderia ter se informado melhor.

Ali em frente à Praça Vermelha fica um shopping muito bonito e de luxo, que deve ficar todo iluminado à noite. Neste dia especificamente, parte de sua fachada estava com as luzes desligadas, mas em outra parte as luzes estavam acesas. Em um trecho, formava uma bela rua toda iluminada, inclusive com arcos de lâmpadas entre os 2 prédios! Quando chegamos a este lugar, ela ficou na dúvida se devíamos descer ou não e, quando eu já estava toda pronta para descer, achando que essa parada era certa, o ônibus andou e seguiu em frente. Não entendi nada! Não teve parada na Praça Vermelha ou ali perto.

Depois disso, pegamos um enorme engarrafamento e ela foi contando histórias sobre monumentos sem grande iluminação ou sem interesse. As paradas mais relevantes que fizemos foram em frente a uma Universidade com uma bela iluminação, em frente ao Hotel Radisson, que também é lindo, e em mirante onde se vê grande parte da cidade e parece ser considerado um point para os russos, dado a quantidade de pessoas por lá.

Achei o passeio meio decepcionante e não fui a única. Moscou ficou me devendo essa. Mas como diz a camarada Irina, "o Kremlin na precisa dos turistas; os turistas é que precisam do Kremlin".

Outras rápidas impressões sobre Moscou:

* Estava frio, então o povo saía todo agasalhado, mas como qualquer buraco tem calefação (quente mesmo), tem que fazer muita ginástica: põe casaco, capa, cachecol, gorro, luva… Tira casaco, capa, cachecol, gorro, luva. Põe casaco, capa, cachecol, gorro, luva…

* Esse tira e põe é realmente um saco, e muitos então acabam sempre com aquele casaco pesado para lá e para cá. Já viu no que dá, né?

* Vários dos banheiros em que fomos eram aromatizados (não entendam mal, com perfume mesmo!). Será pelo motivo anterior?

* Dado que o ar condicionado dos quartos é "para inglês ver", a técnica é desligar o ar condicionado e a calefação e abrir um pouco a janela, por um tempo.

* A cidade é, no geral, feia. Bonito mesmo são a Praça Vermelha, o Kremlin, o Bolshoi e arredores, e alguns prédios. Só.

* A todo tempo passam uns caminhões lavando as ruas e calçadas de Moscou. A camarada Irina disse que é para tirar a poluição, mas me pareceu foi desperdício de água… Depois fiquei pensando se isso não poderia amenizar um pouco a secura do ar.

* Se você estiver na frente de um caminhão lavando a calçada, ele não vai querer saber: vai te molhar. Então saia do caminho dele!

* Achei os russos meio grosseiros, bruscos e mal educados.

* Os russos fumam muito, mas muito mesmo! E em todos os lugares, inclusive em locais fechados e abafados.

* Fui perguntar para a camarada Irina se não havia uma campanha anti-tabagismo e ela disse que era melhor ter o povo fumando cigarro do que estressado. Um colega da excursão emendou que o melhor remédio para o stress era o esporte. Ela não respondeu. Achei melhor deixar o assunto para lá…

domingo, 6 de outubro de 2013

De São Petersburgo a Moscou

O dia 04/10 chegou e era hora de deixar São Petersburgo e pegar o trem rumo a Moscou. O trem partia no início da tarde, mas tínhamos que deixar o hotel mais cedo para almoçar. Com isso, gastamos a manhã arrumando as malas e tirando um pouquinho do atraso do blog.

Esse segundo almoço na Rússia foi um pouquinho melhor do que o strogonoff, mas ainda não foi muito do paladar do grupo. A salada Ceasar, servida de entrada, estava boa, mas o prato principal era um peito de peru empanado com uma espécie de omelete, acompanhado de arroz de funghi. Não gostei não.

Saímos dali direto para a estação de trem. O que nós pegamos fez algumas paradas, bem rápidas, pelo caminho, até chegar a Moscou. Ele chegava a atingir 200 km/h e a gente nem percebia que estava tão rápido. O trem era confortável, mas eu esperava um pouco mais dele. Nossos assentos eram de costas e acho que a maioria das pessoas prefere viajar de frente... De qualquer forma, a paisagem era sempre a mesma e não tinha nada muito interessante.

A atração, no final das contas, ficou por conta do Felipe, que estava acompanhado pela sua esposa Juliana e ficou nos contando as suas aventuras nas viagens pelo mundo. Ele já foi a 54 países!!!! E já foi expulso de alguns!

Chegamos a Moscou às 18:15. Todo o grupo que veio da Escandinávia saiu junto do hotel para procurar algum lugar para comer. A primeira parada foi em um italiano de que nos tinham falado. O lugar era pequeno, não tinha mesa para todos, e estava todo enfumaçado de cigarro. A moça ainda disse: "No smoke, no table". Desistimos dali e seguimos para a segunda opção: um self-service. No entanto, o "bandejão" não agradou ninguém. Nem a comida nem o lugar. A terceira opção era a praça de alimentação de um shoppingzinho em frente ao hotel, mas não achamos nenhuma praça de alimentação. Resolvemos voltar para o hotel e jantar no restaurante do 25º andar. Só que este não estava em horário de funcionamento!?! No final das contas, fomos para o bar do 2º andar que também servia algumas refeições. E ali jantamos e ficamos jogando conversa fora até mais tarde na noite.

sábado, 5 de outubro de 2013

Peterhof e as peripécias dos baianos

Inicialmente dia livre em São Petersburgo (03/10/2013), fizemos o opcional de visita à Peterhof (jardins de Pedro), um conjunto de palácios, fontes e jardins que lembram o Palácio de Versailles. Localizado a uns 30km de São Petersburgo, a visita ao palácio é limitada a grupos durante a temporada.

Peterhof foi construída entre os anos de 1714 e 1725, durante o império do Czar Pedro, o Grande. Com inúmeras fontes, a maior e mais bonita delas é a "Grande Cascata", em frente à fachada do Grande Palácio e ao final do Canal do Mar, que faz ligação com o Mar Báltico.

Os jardins de Peterhof, cheios de fontes, guardam ainda as brincadeiras de Pedro: eram fontes escondidas, que ficavam desligadas e eram acionadas ou manualmente ou por algum sistema mecânico.

Outro ponto importante em Peterhof é o Palácio Monplaisir (meu prazer), que era o Palácio de Verão de Pedro e foi o primeiro pavilhão a ser construído no Parque Peterhof.

Peterhof é de fato lindo e merecia um dia inteiro de atenção. Se seu interior é de uma riqueza impressionante, os jardins, com suas fontes, brincadeira e simetria merecem maior atenção. No entanto, só tivemos uma manhã ali e nem deu tempo de passar pelos jardins superiores, nem ver a Fonte de Netuno.

Por sorte, ainda deu para tirar uma foto do grupo, enquanto esperávamos que o grupo todo se reunisse. Às 14hs já seguíamos de volta para São Petersburgo.

Pedimos à guia que nos deixassem mais próximos à Igreja do Sangue Derramado, e acabamos deixando o ônibus ao lado da Catedral de Nossa Senhora de Kazan, construída no início do século XIX por Paulo I e que foi inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma.

Almoçamos em restaurante ali perto, o Terrazza. Dali seguimos para a Igreja do Sangue Derramado, cujo interior é todo em mosaico. O mármore à volta da porta do altar parece madeira e a porta é toda em ouro. Muito bonito mesmo. Vale entrar e conferir.

Dali, seguimos andando pela avenida principal de São Petersburgo até o nosso hotel. A arquitetura dos edifícios, todos lembrando o estilo francês, é realmente muito bonita. Ainda passamos no shopping Galeria, localizado bem em frente ao nosso hotel.

Vale comentar aqui as peripécias dos nossos colegas baianos de viagem! Os dois casais foram, junto com outro casal de São Paulo, assistir ao balé "Romeu e Julieta". Ao chegar ao teatro, eles receberam os ingressos e entraram. Aí veio o primeiro problema: descobrir onde são os assentos, dado que todos eram analfabetos em cirílico. Uma pessoa do teatro começou a indicar a eles, gesticulando, que tinham que descer, e daí perceberam que tinham que deixar os casacos na chapelaria. Eram várias filas enormes e eles começaram a procurar pela mais vazia. Acabaram achando uma, mas depois perceberam que algumas pessoas pagavam ao "chapeleiro". Quando chegou a vez deles entregarem os casacos, o chapeleiro perguntou, na base da mímica, se podia pendurar o primeiro casaco pela etiqueta. Não sei de onde os baianos concluíram que pendurando pela etiqueta o serviço era gratuito e que o cabide era cobrado!?!?! Quando recebeu o segundo casaco para guardar, o chapeleiro imediatamente o colocou em um cabide, mas os baianos gesticularam intensamente indicando que não, que o casaco deveria ser pendurado diretamente pela etiqueta. Os russos não entenderam nada! O teatro possui a capacidade de 2 mil pessoas, ou seja, no final das contas havia 1996 casacos no cabide e 4 casacos pendurados pela etiqueta! Pelo menos foi mais fácil achar os casacos no final do espetáculo! :D

Ah! E lembra o dinheiro que eles viram sendo dado ao chapeleiro? Era pelo aluguel de binóculos! Hahahaha

À propósito, eles disseram que o show foi imperdível, apesar de alguns terem cochilado no primeiro ato... :)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Breve olhada por São Petersburgo

Essa segunda parte da excursão - ou a terceira parte da nossa viagem, se contarmos com a semana inicial que passamos em Malmö, na Suécia - começou com a reunião de todo o novo grupo para o citytour pela cidade, acompanhados por nossa guia Silvia, que seguiu conosco desde a Escandinávia, e a guia Natália, que volta e meia alguém chamava de Natasha. Acho que porque Natasha soa mais russo... :) A Natália é russa e fala um ótimo português. Até agora, considero que tivemos 3 três ótimos guias locais: o argentino Mathias, de Oslo, a gaúcha Ana Paula, de Helsinki, e a russa Natália, que se destacou pelo conhecimento sobre a história russa, nos contou curiosidades e nos apresentou um pouco de sua visão sobre a situação geral da Rússia, seus problemas e dificuldades. A manhã em São Petersburgo foi gelada. A calefação do hotel engana e aprendemos rápido que temos que sair sempre bem agasalhados. O citytour teve como destaques a Catedral de Santo Isaac, a Catedral de Nossa Senhora de Kazan, o Cavaleiro de Bronze e a Igreja do Sangue Derramado. Tivemos três paradas durante o citytour: uma em um "mirante" para uma vista panorâmica da cidade, uma para visitar uma Igreja, e a terceira parada foi a parte comercial desses tours (sempre tem isso). Vale à pena somente para ver os preços, mas você encontra tudo em barraquinhas próximas às atrações pela metade ou até um terço do preço. E se vier um ambulante tentando te vender, pechinche! Sinceramente, seria melhor se trocassem essa parada por uma visita a algum outro ponto turístico, o que não falta por aqui. O almoço estava incluído e nos levaram a um restaurante para comer um prato típico daqui: strogonoff! No deles, o molho não parece levar tomate e parece levar farinha (minha mãe disse que é sifilítico), e vem acompanhado de purê de batata ao invés de batata-palha. Foi uma unanimidade: a versão brasileira é muito melhor! Outra coisa que achamos estranho foi não ter a opção de outro prato. Seria bom que houvesse pelo menos uma outra opção. À tarde foi reservada para uma visita ao Hermitage, um dos museus mais famosos do mundo e que ocupa um grande complexo de edifícios. O grande destaque ali é o Palácio de Inverno com suas luxuosas salas e que foi a residência oficial da família imperial até a revolução. Em 1771, Catarina construiu o Grande Hermitage para abrigar sua crescente coleção de arte. Como o museu está sendo restaurado, somente 20% dele estava aberto para o público. E é muita coisa. Tem arte pré-histórica, arte clássica, arte oriental, arte russa, arte italiana e espanhola, arte flamenga, holandesa e alemã, arte francesa e inglesa e arte européia dos séculos XIX e XX. Lá também se encontram telas de renomados pintores como Da Vinci, Picasso, Rembrandt e Monet. Em frente ao Hermitage fica a Coluna de Alexandre. À noite, fomos assistir ao show folclórico russo no Palácio de Nicolau (Nikolaevsky). Acho que a grande maioria não gostou muito não. Foi muito fraquinho. As roupas eram bonitas e algumas danças bacanas, mas eu esperava muito mais. Em alguns momentos dava um sono danado, e volta e meia os cantores/atores davam uns gritos "Hey!", acho que para acordar a platéia. Tinha ainda um cara na orquestra que tocava com uma cara de enfado que parecia não ver a hora de terminar o espetáculo. Durante o intervalo tivemos um coquetel com canapés sem gosto. O que valia eram as frutas e a bebida (para quem correu e conseguiu pegar uma). Tinha espumante, vinho e vodka. Minha mãe provou da vodka, mas achou que era falsificada! Ah, lembra o cara que tocava com cara de enfado? Ele realmente abriu um sorriso ao terminar o espetáculo!!! Na volta, fomos comer uma pizza em um restaurante próximo ao hotel.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Helsinki em um dia

Acordamos no navio uma hora à frente (01/10/2013). Agora já eram 6 horas a mais de diferença entre nós e o Brasil, e até o fim do dia, essa diferença ainda seria ampliada.

Uma curiosidade é que este mini-cruzeiro entre Estocolmo e Helsinki opera o ano inteiro, inclusive no inverno, quando o o Mar Báltico congela. Nesta época, ele navega seguindo o rastro dos navios quebra-gelo, esses navios da foto ao lado. São 4 ao todo (pelo menos tinham quatro lá, apesar de só aparecerem 3 na foto), e um deles já começa a operar na semana que vem! É, "the winter is comming"!

Pouco depois do café da manhã estilo buffet à bordo, o navio chegou a Helsinki. Desembarcamos logo e já nos encontramos com a Ana Paula, uma gaúcha que está há 15 anos na Finlândia e que seria nossa guia local.

Ela nos mostrou a cidade, contou histórias, curiosidades e falou um pouco sobre o sistema de educação e saúde finlandês. O sistema de saúde é universal, ou seja, é gratúita para todos. A educação, considerada a melhor do mundo, é pública e também gratuita, inclusive o material escolar. Não há uniforme e na universidade é necessário pagar apenas uma matrícula de 40 euros.

A Finlândia possui 2 idiomas oficiais: o finlandês e o sueco, herança de muito tempo de dominação da Suécia sobre a Finlândia.

Os destaques do citytour foram a Catedral de Helsinki, a Igreja de Pedra e o Parque Sibelius.

A Igreja de Pedra, de origem luterana, foi escavada dentro de uma rocha de granito sólida.

O Parque Sibelius fica localizado em frente a uma praia considerada a mais quente da região, e por isso é também a mais frequentada. No verão, as águas chegam à temperatura de 20o Celsius.

No meio do parque fica o Monumento Sibelius. São centenas de tubos prateados em diferentes diâmetros e alturas, formando ondas e tentando capturar o estilo musical do compositor finlandês Jean Sibelius.

Ao fim do citytour, nos despedimos de mais 2 casais: o Beto e a Cláudia, que com seu inseparável tripé tirou fotos fantásticas do grupo, e os baianos Neuva e Lourival, o médico-cantor-fotógrafo.

Tivemos uma horinha livre para almoço antes de encarar a longa viagem até São Petersburgo. Fizemos uma parada de uns 45 minutos para descanso do motorista do ônibus. Pouco depois, paramos na fronteira da Finlândia para carimbar a saída da União Européia. Em seguida, outra parada para o Tax Free.

Neste momento, eles pedem para ver os produtos. Na verdade, o que importa para eles é que você esteja carregando uma sacola cheia de tralhas/pacotes. Se você disser que está usando o que comprou, eles fazem cara feia e não querem carimbar, o que não faz muito sentido. Você compra um casaco na Europa porque está com frio e precisa usar. Daí eles não querem aceitar, porque você já está usando? Bizarro!

E no final das contas é só burocrático mesmo, já que eles não conferem a mercadoria.

Bem, no nosso grupo aconteceu uma situação dessas. Depois de muita argumentação e insistência até, a moça acabou carimbando o papel, muito de má vontade. Ficamos todos com a sensação de que seria mais fácil se estivesse com uma sacola com qualquer coisa dentro.

Nossa próxima parada foi na fronteira da Rússia. Todos tivemos que saltar com os passaportes, preencher uma folhinha que já nos havia sido entregue pela guia, e passar pela imigração para carimbar o passaporte.

Enquanto isso, nosso ônibus era revistado (por dentro e por baixo)... Por mais bizarro que possa parecer, não foi complexo, nem tivemos que mostrar bagagem, notebooks, nada. Muito provavelmente o processo é muito mais tranquilo para nós do que para americanos e europeus. Pelo menos em alguma situação tínhamos que ter uma vantagem! Enquanto não precisamos de visto para entrar na Rússia, e nem os russo precisam de visto para entrar no Brasil, o mesmo não ocorre com americanos e naturais da união européia.

Depois disso, entramos de volta no ônibus e seguimos viagem.

Ah! Repararam que saímos da Finlândia e, antes de entrarmos na Rússia, "fizemos" o Tax Free? Pois é, ficamos nos perguntando onde estávamos e o pessoal brincava: "o Tax Free fica em terra de ninguém"! Brincadeirinha! Ali ainda é a Finlândia, mas já estamos pertinho da real fronteira com a Rússia.

Ainda fizemos outra parada para lanche antes de chegarmos ao nosso hotel, o Crowne Plaza de São Petersburgo. Chegamos lá somente às 9:30 da noite! Amei o hotel! Eles disseram que não tinham quarto triplo, então deram 2 quartos duplos com porta de comunicação entre eles! E o quarto era de primeira! Tem bancada, tem internet grátis, tem muita tomada, tem banheira, tem ducha, tem espelho que não embaça, tem mimos no banheiro (sabonetinho, sais, shampoo, condicionador, body lotion, touca...) e no quarto (chá, café, chocolate em pó, barrinha de chocolate, biscoitinho e água mineral)! :)