Nosso primeiro dia em Moscou (05/10/2013) foi um citytour diferente, que começou com um passeio de Metrô! O Metrô de Moscou é um dos mais famosos do mundo por suas ricas e luxuosas estações. Ricamente decoradas, elas são uma atração à parte, e um dos passeios mais baratos na cidade. A passagem custa 30 rubros, o que dá menos de 1 euro! Com isso, você pode parar em várias delas, fazer baldeações etc. Basta não sair do Metrô. As escadas rolantes são enormes, altas, inclinadas e andam rápido! O trem também: ele acelera a uns 90 km/h!
Tive a impressão de que as estações mais bonitas são aquelas que ficam no perímetro da linha do anel. O metrô de Moscou é composto por diversas linhas que se cruzam. Uma dessas linhas é circular e forma um anel. Vale visitar, principalmente, as estações dessa linha. Nós paramos nas estações Belorusskaya, Novoslobodskaya, Suvorovskaya, Prospekt Mira, Krasnye Vorota e Oxhotny Ryad. Essa última faz parte da linha vermelha e tem conexão com a Teatral Naya, da linha verde, e com a Ploshchad Revolutsii, da linha roxa. São as estações do Teatro Bolshoi e as mais próximas da Praça Vermelha e do Kremlin.
Pelo que andei pesquisando, para quem tiver oportunidade, vale ainda visitar as estações Kievskaya, Park Kultury, Marksistskaya e Kurskaya, todas elas pertencentes à linha do anel, e ainda as estações Mayakovskaya, da linha verde, e Park Pobedy e Elektrozavodskaya, ambas da linha roxa.
Ah! Só tem um detalhe: eu dei os nomes no nosso alfabeto. Então aqueles que se aventurarem pelo metrô de Moscou devem ter consigo um mapinha do metrô (é fácil encontrá-lo nos hotéis) e ficar atentos ao nome cirílico dele, que é o que aparece nas estações. Não é tão difícil quanto parece.
Depois de algumas paradas e baldeações entre as estações, saltamos na estação do Teatro Bolshoi, que fica ali em frente à Praça Vermelha.
Infelizmente, demos o azar de vir a Moscou justamente quando a tocha olímpica também chegava a Moscou, e em plena comemoração pela sua chegada para os Jogos Olímpicos de Inverno. Com isso, tinha um enorme palanque no meio da Praça Vermelha e grande parte dela estava interditada.
Para piorar, o dia estava frio e cinzento. Uma droga.
Passeamos pela Praça Vermelha (por onde pudemos passar), vimos o shopping ali ao lado e chegamos pertinho da Catedral de São Basílio antes de embarcarmos no ônibus para ir almoçar.
O almoço foi em um hotel da cadeia Holiday Inn lá próximo da Praça Vermelha. Todos se perguntaram porque não podíamos ter ficado naquele hotel, ao invés do nosso. Pelo menos ele já estava perto do que interessava.
Ao contrário das refeições anteriores na Rússia, o almoço foi em estilo buffet, o que agradou mais ao pessoal.
Após o almoço, visitamos o Memorial dos Mortos na 2ª Guerra Mundial, onde a camarada Irina, nossa guia em Moscou, nos contou a história segundo a versão russa.
Os dioramas exibidos no Museu impressionam pelo realismo das cenas e pelo efeito quase 3D. Uma das primeiras grandes salas, exibida na foto ao lado, mostra uma mãe e seu único filho que sobreviveu a guerra. Uma adaptação desta história pode ser vista no filme "O Resgate do Soldado Ryan". Sobre todo o salão, havia uma representação de 2 milhões de finos tubinhos de luz representando as lágrimas das mães dos soldados mortos.
À noite, saímos novamente para um tour noturno: Moscou iluminado. O passeio foi, de certa forma, uma decepção, já que a principal atração, a Praça Vermelha, estava com as luzes apagadas!!!!
Segundo a camarada Irina, eles não sabiam que isso iria acontecer naquela noite porque o governo russo não costuma avisar sobre as interdições ou sobre alterações na vida da cidade. Eu sinceramente duvidei um pouco… Acho que, depois do que houve à tarde, ela poderia ter se informado melhor.
Ali em frente à Praça Vermelha fica um shopping muito bonito e de luxo, que deve ficar todo iluminado à noite. Neste dia especificamente, parte de sua fachada estava com as luzes desligadas, mas em outra parte as luzes estavam acesas. Em um trecho, formava uma bela rua toda iluminada, inclusive com arcos de lâmpadas entre os 2 prédios! Quando chegamos a este lugar, ela ficou na dúvida se devíamos descer ou não e, quando eu já estava toda pronta para descer, achando que essa parada era certa, o ônibus andou e seguiu em frente. Não entendi nada! Não teve parada na Praça Vermelha ou ali perto.
Depois disso, pegamos um enorme engarrafamento e ela foi contando histórias sobre monumentos sem grande iluminação ou sem interesse. As paradas mais relevantes que fizemos foram em frente a uma Universidade com uma bela iluminação, em frente ao Hotel Radisson, que também é lindo, e em mirante onde se vê grande parte da cidade e parece ser considerado um point para os russos, dado a quantidade de pessoas por lá.
Achei o passeio meio decepcionante e não fui a única. Moscou ficou me devendo essa. Mas como diz a camarada Irina, "o Kremlin na precisa dos turistas; os turistas é que precisam do Kremlin".
Outras rápidas impressões sobre Moscou:
* Estava frio, então o povo saía todo agasalhado, mas como qualquer buraco tem calefação (quente mesmo), tem que fazer muita ginástica: põe casaco, capa, cachecol, gorro, luva… Tira casaco, capa, cachecol, gorro, luva. Põe casaco, capa, cachecol, gorro, luva…
* Esse tira e põe é realmente um saco, e muitos então acabam sempre com aquele casaco pesado para lá e para cá. Já viu no que dá, né?
* Vários dos banheiros em que fomos eram aromatizados (não entendam mal, com perfume mesmo!). Será pelo motivo anterior?
* Dado que o ar condicionado dos quartos é "para inglês ver", a técnica é desligar o ar condicionado e a calefação e abrir um pouco a janela, por um tempo.
* A cidade é, no geral, feia. Bonito mesmo são a Praça Vermelha, o Kremlin, o Bolshoi e arredores, e alguns prédios. Só.
* A todo tempo passam uns caminhões lavando as ruas e calçadas de Moscou. A camarada Irina disse que é para tirar a poluição, mas me pareceu foi desperdício de água… Depois fiquei pensando se isso não poderia amenizar um pouco a secura do ar.
* Se você estiver na frente de um caminhão lavando a calçada, ele não vai querer saber: vai te molhar. Então saia do caminho dele!
* Achei os russos meio grosseiros, bruscos e mal educados.
* Os russos fumam muito, mas muito mesmo! E em todos os lugares, inclusive em locais fechados e abafados.
* Fui perguntar para a camarada Irina se não havia uma campanha anti-tabagismo e ela disse que era melhor ter o povo fumando cigarro do que estressado. Um colega da excursão emendou que o melhor remédio para o stress era o esporte. Ela não respondeu. Achei melhor deixar o assunto para lá…