terça-feira, 11 de outubro de 2011

De volta para casa

O último dia de viagem (9 de outubro) foi passado quase que exclusivamente em trânsito. Saímos do hotel pela manhã, às 9:20, respeitando as 3 horas recomendadas para vôos internacionais. Com isso, nosso dia ficou dividido entre os procedimentos de embarque, salas de espera e vôos.

Fizemos conexão em São Paulo para o Rio de Janeiro. Esse trajeto foi o mais chato, já que tivemos um atraso de 1 hora e 40 minutos. Considero muito tempo, principalmente se considerarmos que o vôo dura 40 minutos!

O ponto positivo foi que pudemos fazer alfândega no Rio de Janeiro, ao invés de em São Paulo. Não entendi direito qual a regra... Talvez isso seja possível quando se viaja pela mesma companhia aérea, quando o destino final é o Rio de Janeiro e quando o trecho de vôo interno é feito pelo terminal internacional. A questão é que essa falta de clareza gerou certa confusão com vários outros passageiros.

Já a parte descontraída do dia ficou por conta dos pilotos do vôo Lima - São Paulo. Ainda no Peru, o comandante anunciou que os passageiros do lado esquerdo da aeronave poderiam avistar o famoso Lago Titicaca, ao que o outro piloto completou: "e os passageiros do lado direito da aeronave podem avistar... nuvens!". Mais tarde, o comandante voltou a dizer que estávamos sobrevoando La Paz, mas que não era possível avistá-la devido ao tempo encoberto, ao que o outro piloto voltou a completar: "Assim, os passageiros continuam avistando... nuvens". Talvez fosse uma estratégia para aliviar a tensão e desviar a atenção da turbulência que nos acompanhou em grande parte da viagem, interrompendo o serviço de bordo por diversas vezes. E creio que funcionou... pelo menos para os brasileiros que riram bastante com o bom humor da tripulação. Já os estrangeiros, não devem ter entendido nada...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

As Islas Ballestas, o Candelabro e os golfinhos

O Candelabro
O Candelabro
Dia 8, pela manhã, fizemos o passeio até as Islas Ballestas. A lancha na qual fomos saía do cais do próprio hotel, o Paracas Luxury Resort, da rede Libertador. O nosso quarto, de frente para o mar, ficava a cerca de 2 minutos do cais, muito perto mesmo.

A lancha utilizada no passeio segue à velocidade de 45 quilômetros por hora, em média. Antes de chegar às ilhas, fizemos uma parada para ver e fotografar o Candelabro, uma figura esculpida em uma colina de areia e cuja origem não se sabe ao certo, havendo várias teorias, entre elas a teoria que diz que foram construídas pela antiga civilização de Nazca, para servir de farol para os navegadores.

Islas Ballestas
Islas Ballestas
No caminho até as ilhas, tivemos a companhia de diversos pássaros voando em formação, rente às águas, e com velocidade pouco superior a nossa. Nas ilhas, ficamos impressionados com a quantidade e a diversidade de aves avistadas ali e que fazem da ilha sua morada. A quantidade era tanta que só então entendemos que o chapéu tinha outra finalidade além de nos proteger do sol... Nos protegia também dos prêmios vindos do céu. Também encontramos pinguins e lobos marinhos. Estes últimos, para variar, exalavam um cheiro horrível. As ilhas, por sua vez, eram todas muito próximas umas das outras e cheias de arcos, cavernas, buracos... Enfim, um cenário perfeito para fotografias.

Leão marinhoFormas das Islas Ballestas
Islas Balestas - Fauna e Forma

Golfinho
Golfinho
Avistamos homens trabalhando na ilha para recolher o guano - a titica dos pássaros - que é vendido para a Europa como poderoso fertilizante.

Na volta, ainda tivemos uma parada inesperada para um contato com os golfinhos que rodeavam nossa lancha em um balé aquático.

Ao chegarmos ao cais, ainda fomos brindados com um souvenir do passeio - uma miniatura de um leão-marinho.

Piscina entre o bar e os restaurantes
Piscina entre o bar e os restaurantes

Piscina em frente ao mar
Piscina em frente ao mar
Seguimos dali direto para o café-da-manhã, que ainda não tínhamos tomado. E de lá, fui aproveitar as 2 piscinas aquecidas - uma boa para nadar e outra boa para relaxar, já que tinha hidromassagem.

O hotel era, de fato, show de bola. Infelizmente, nossa estadia ali estava no fim e logo tivemos que fazer o check-out.

Rodoviária de Paracas
Rodoviária de Paracas
À tarde, seguimos para a "rodoviária" de Paracas. Localizada entre o deserto e o oceano, ao lado da estrada e com estrutura precária e chão de areia, em nada lembra o luxuoso hotel em que nos hospedamos. Logo depois, o ônibus da Cruz del Sur passou para nos apanhar e seguir viagem rumo a nossa última noite no Peru, em Lima.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Surpresa em Paracas

Passamos a manhã descansando e curtindo a natureza do oásis de Nazca, já que nosso ônibus só sairia às 11:30 AM. Mais uma vez embarcamos em um ônibus de dois andares com acesso wifi à Internet - quando havia sinal 3G. O serviço de bordo, desta vez, serviu o almoço muito tarde, e apenas um lanchinho. A programação de filmes também ficou a desejar e o som poderia ser mais baixo.

A "rodoviária" de Paracas, onde desembarcamos, era muito primitiva, com chão de areia e estrutura muito precária! Quando chegamos, já estavam nos aguardando para nos levar ao hotel. Imediatamente, o guia local nos informou que estávamos hospedados no melhor hotel da região: Paracas Luxury Resort. Quando perguntei a ele sobre o hotel da rede Libertador de Paracas - já havíamos ficado em 3 hotéis desta rede e todos foram muito bons - ele respondeu que o nosso hotel era da rede Libertador!!! Ficamos logo entusiasmados.

Entrada do quarto do Paracas Luxury
Entrada do quarto do Paracas Luxury
E com razão. O hotel é uma maravilha, sem dúvida o melhor em termos de infra-estrutura geral. As piscinas são lindas, de frente para o mar e o visual externo é de encher os olhos. Só não posso dizer o mesmo em termos de quarto porque neste caso o Libertador de Puno ganha. Lá, o quarto era maior e tinha acesso wifi à internet grátis no quarto. Em Paracas, é cobrada uma taxa de 10 dólares por dia para ter wifi no quarto.

Piscina do Paracas Luxury
Piscina do Paracas Luxury
Se tivéssemos bola de cristal, preferiríamos ter vindo de Lima diretamente para o Paracas Luxury. O vôo sobre as linhas de Nazca poderia ser feito a partir de Ica, que fica a uma hora de Paracas. Teria sido muito mais proveitoso ter as duas noites em Paracas.

As misteriosas linhas de Nazca

Areia e montanhas áridas do Peru
Areia e montanhas áridas do Peru

Teco-teco utilizado nos sobrevôos das linhas de Nazca
Teco-teco utilizado nos sobrevôos das linhas de Nazca
Ontem deixamos o luxuoso JW Marriott e seguimos de ônibus para Nazca. São 7 horas de viagem, bem cansativo, e durante todo esse tempo não se sai do ônibus. São feitas 3 paradas bem rápidas, de 5 minutos, apenas para desembarque de passageiros em Paracas e Ica e outra para embarque/desembarque de carga em outro local ainda em Ica. Grande parte do percurso é feita no meio do nada, no deserto. A paisagem muda muito lentamente neste cenário de areia e montanhas áridas.

Linhas de Nazca - Mãos
Linhas de Nazca - Mãos
Chegando à Nazca, seguimos diretamente para o Aeródromo, para fazer o sobrevôo sobre as linhas de Nazca. É meia hora em um teco-teco com 5 passageiros e 2 pilotos, com muita subida e descida, caídas em vácuo (a estrada estava muito esburacada ;)) e muitas curvas inclinadas para os dois lados. Com tanto solavanco, quem não tem muito estômago fica prejudicado. Assim, fica o alerta: para quem tem alguma tendência a enjoo não vale a pena.

Linhas de Nazca - Aranha
Linhas de Nazca - Aranha
A cada curva inclinada que os pilotos davam, eles indicavam o desenho que era avistado lá embaixo. Consegui identificar vários, mas tinha idéia de que fossem ainda maiores. Também tive mais dificuldade de identificar o primeiro, já que não sabia ao certo qual seria o primeiro nem o que eu deveria procurar. Depois, os outros foram mais fáceis. Deu para ver o astronauta, o macaco, o colibri, a aranha, as mãos e outras figuras.

Linhas de Nazca - Macaco
Linhas de Nazca - Macaco
Em seguida, fomos para o Hotel Hacienda Cantayo, o mais simples da nossa viagem e o que parecia ter menor infra-estrutura. Parecia até um tanto abandonado, aguardando ainda a alta temporada. A recepção e a entrada eram muito bonitas e o hotel, definitivamente, tem potencial. No entanto, o quarto não tinha TV, achei que faltava uns sofás e poltronas na recepção, achamos teias de aranha e muita poeira nas mesas externas, no restaurante e na biblioteca, e a piscina, infelizmente, estava suja. Isso sem falar na baixa qualidade do restaurante do hotel, que era muito fraco e caro. Até o gato estava com teia de aranha!

Miraflores

Hotel JW Marriott e o Shopping Miraflores
Hotel JW Marriott e o Shopping Miraflores
Dia 5 seguimos para Lima no vôo de 8:30 AM da LAN. O transfer do aeroporto até o hotel em Lima foi muito demorado, tendo levado quase o mesmo tempo de vôo. Com isso, só chegamos ao hotel meio-dia. Ficamos hospedados no JW Marriott, em Miraflores, em um quarto executivo no 25. andar de frente para a praia, o que nos dava direito ao chá da tarde, ao queijos e vinhos no happy hour e ao jantar.

Como estávamos cansados dos passeios, dispensamos o city-tour em Lima para descansar e desfrutar das comodidades do hotel.

Queijos e vinhos no hotel
Queijos e vinhos no hotel
À tardinha, fomos experimentar o queijos e vinhos no Executive Lounge. O detalhe é que, assim como os elevadores, que aceitam a numeração do andar mediante a inserção do cartão de acesso ao quarto, o Executive Lounge tem o mesmo controle de acesso.

Depois de nos fartar com o vinho e os queijos servidos, até desistimos do jantar.

Vista do quarto do hotel
Vista do quarto do hotel

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

As Brumas de Machu Picchu

Entrada de Huayna Picchu
Entrada de Huayna Picchu
Ontem foi mais um dia reservado para conhecer Machu Picchu. Acordamos bem cedo, fizemos o checkout e deixamos nossas malas no hotel, que as levaria até a estação de trem em um horário próximo ao nosso embarque, às 03:20 PM. Esse esquema é bem comum nos hotéis de Águas Calientes.

Pegamos o ônibus para Machu Picchu em frente ao hotel e às 7hs já estávamos na fila para subir Huayna Picchu. Logo na entrada, é preciso mostrar o ingresso e o passaporte e assinar o livro, preenchendo também idade, nacionalidade e horário de entrada. Entrei às 7:12.

As Brumas de Machu Picchu
As Brumas de Machu Picchu
A subida é por uma longa e interminável escadaria, com alguns degraus mais baixos e muitos mais altos. E a medida que se sobe, piora! E dali, quanto mais o coração bate e o fôlego acaba, já vamos tendo uma idéia de quão difícil será a volta.

Ao chegarmos lá em cima, no entanto, o tempo estava todo fechado e tudo o que víamos eram nuvens para todos os lados. Pouco a pouco, as montanhas à volta e a cidade perdida dos Incas foram surgindo em meio às brumas em um cenário meio mágico, meio místico.

Final do acesso à Huayna Picchu
Final do acesso à Huayna Picchu
À medida que as nuvens se dissipavam, os penhascos surgiam tão íngremes e súbitos que dava até vertigem! E depois para descer? Não é a tôa que muitos consideram a descida de Huayna Picchu pior do que a subida! Os degraus lá no topo são bem estreitos e curtos, e não há muito lugar onde se apoiar. Em muitos trechos, o apoio é o degrau de cima. A escadaria, íngreme, fica em meio a um desfiladeiro. Uma bobeada, e uma tragédia pode acontecer facinho. Na decida, não há como não olhar para baixo, e ao fazer isso, tudo o que se via era a mata da base da montanha, os desfiladeiros, Machu Picchu e o Rio Urubamba, lá embaixo, bem lá embaixo.

Vista clássica de Machu Picchu
Vista clássica de Machu Picchu
Cheguei de volta à entrada de Huayna Picchu às 9:40. A partir daí, ficamos explorando Machu Picchu. Passamos pelo Observatório astronômico "Intiwatana", pelo Templo de las Tres Ventanas, pelo Sector de los Templos, pelo Sector Agricola Oeste, pelo Acesso principal a la Ciudad Inka e pelo Recinto del Guardian, entre vários outros lugares.

Os guardiões de Machu Picchu
Os guardiões de Machu Picchu
Próximo ao Recinto del Guardian, encontramos um grupo de brasileiros e ficamos ouvindo parte das explicações do guia. Ele mencionou que já houveram 9 acidentes fatais em Huayna Picchu.

Deixamos Machu Picchu por volta do meio-dia e almoçamos em Águas Calientes. Ainda passeamos pela cidade antes de seguir para a estação de trem e embarcar para Poroy. A viagem de trem demorou 3:40 hs. Somado ao traslado, chegamos ao hotel somente às 17:50 da noite, super cansados.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A cidade perdida dos Incas

Acordamos cedo para finalmente conhecermos Machu Picchu. Embora nossas passagens do Vistadome indicassem Poroy - Machu Picchu, pegamos o trem em Ollantaytambo, que fica mais próximo do destino final do que Poroy, que fica próximo a Cusco. Isso nos deu mais tempo para dormir e tomar o café da manhã, já que o trem sai de Poroy às 6:40 e só chega em Ollantaytambo por volta de 8:30. Dali até Machu Picchu dá mais uma hora e meia de viagem.

Durante a viagem, é servido um lanche bem simples: uma mini salada de frutas, 2 panquecas puras e 1 sanduíche no estilo "pão com êpa" Êpa! Cadê o recheio? Apesar disso, o trem possui poltronas confortáveis organizadas de forma a juntar grupos de 4 pessoas com uma mesa no centro. Dica: se tiver oportunidade, sente do lado esquerdo do vagão, que tem a melhor vista, inclusive dá para ver os mochileiros fazendo a trilha inca. Os lugares com número ímpar são os da janela.

Machu Picchu
Machu Picchu
O trem, da Peru Rail, não segue até Machu Picchu, mas até um povoado chamado Águas Calientes. Dali até Machu Picchu é preciso seguir de ônibus, por um percurso que dura 30 minutos e deixa em frente à entrada.

Logo após o controle de entrada - é preciso mostrar o ingresso juntamente com o passaporte - existe uma mesinha com dois carimbos: um com a data do dia e outro com um selo comemorativo dos 100 anos de Machu Picchu. Vale carimbar o passaporte ali!

Cartão Postal de Machu Picchu
Cartão Postal de Machu Picchu
As fotos clássicas de cartão postal de Machu Picchu podem ser tiradas de diversos locais e não foi tão difícil conseguir uma foto sozinha no postal como haviam dito. É claro que em alguns momentos havia uma maior concorrência, mas pelo que costumam falar, pensei que seria muito mais difícil.

Machu Picchu está localizado em um morro, e o acesso é cheio de subidas e descidas, muitos degraus - alguns mais altos e outros mais baixos - e muitas vez sem apoio adequado. Para quem não está com um perfeito equilíbrio, ou mesmo para dar mais um apoio, vale levar um daqueles bastões encontrados em Cusco ou em Ollantaytambo. Compramos um par deles em Ollantaytambo por 50 soles, depois de negociar com o camelô.

Não é só Huayna Picchu que exige preparo físico. A própria cidade perdida dos incas também exige fôlego e fortalecimento dos músculos das articulações das pernas e do quadril.

Arco-íris em de Machu Picchu
Arco-íris em de Machu Picchu
Fizemos a visita com um guia da Viajes Pacifico que durou em torno de 3 horas, com direito a tempo nublado, sol, chuva e arco-íris. Depois disso, pegamos o ônibus de volta para Águas Calientes e almoçamos por ali, antes de seguir para nosso hotel, o Sumaq.

No checkin soubemos que o jantar estava incluído. Infelizmente, não foi do nosso agrado... De entrada, provamos o famoso Ceviche, mas não gostamos. O prato principal, que era uma truta, também não foi muito apreciado. O que salvou foi a sobremesa, um petit gateau que estaria ótimo se tivesse sido aquecido.

Vale Sagrado dos Incas

Deixamos Cusco em direção ao Vale Sagrado dos Incas. Desta vez, no entanto, fomos com pouca bagagem. As malas ficaram no depósito do hotel, já que o trem Vistadome possui restrição de bagagem, e seguimos com uma bolsa pequena e com as mochilas.

Awana Kancha
Awana Kancha
Visitamos o centro Awana Kancha, onde o guia explicou a diferença entre vicuñas, alpacas e lhamas e a relação entre esses e outros animais da mesma família, como o camelo e o guanaco. O passeio é bem interessante. O pessoal do lugar nos dá um ramalhete de planta verde que as lhamas, alpacas e vicuñas adoram para nós as alimentarmos. Depois ainda podemos ver a transformação das linhas em diversos trabalhos têxteis pelas mãos habilidosas do pessoal dali, alguns tecendo com teares e outros com as próprias mãos. No fim, uma grande loja apresentava os produtos tecidos para venda.

Feira Artesanal de Pisac
Feira Artesanal de Pisac

Na parada para fotos no Mirador Taray, se avista o Rio Urubamba, que mais a frente vai desaguar no Rio Amazonas.

Ainda antes do almoço, fizemos uma outra parada, mais longa, na feira de artesanato de Pisac, onde se encontra uma infinidade de produtos artesanais - roupas, mantas, echarpes etc.

Soneta Pousadas del Inca
Soneta Pousadas del Inca
A surpresa do almoço não foi a comida, mas o local onde comemos. Os jardins da "Soneta Pousadas del Inca" eram lindos e renderam muitas fotos.

Ollantaytambo
Ollantaytambo
Ainda visitamos Ollantaytambo, templo usado como fortificação durante as guerras civis incas. O lugar é impressionante e vale a pena visitar. Sobe-se até o topo da montanha por uma escadaria de matar. Fiquei preocupada com o meu pai, mas ele foi guerreiro e chegou até lá em cima.

No fim do dia, chegamos ao hotel, o Aranwa Sacred Valley - resort e spa. Pena que já estava anoitecendo, pois o lugar é lindo, construído aproveitando as antigas instalações de uma hacienda. Tem uma capela (Capela Señor de Los Vientos) no centro que é uma graça, toda restaurada, com altar todo dourado, e fica toda iluminada à noite. As piscinas também são convidativas, uma delas é quente com hidromassagem. O hotel também dispõe de biblioteca, sala de cinema, um mini-shopping com lojinhas que abrem às 6 da tarde, museu e ainda um orquidário. E mais: toda a área do hotel possui internet wireless. No quarto, uma banheira de hidromassagem nos convida a relaxar...

sábado, 1 de outubro de 2011

Visita ao centro do mundo

Pela manhã conhecemos 4 sítios arqueológicos. No início do passeio, o guia nos falou sobre a cidade de Cusco que, aliás, significa centro do mundo, ou umbigo do mundo. O mais imponente e mais interessante dos passeios da manhã foi a primeira visita, ao Parque Arqueológico de Saqsayhuaman, local de adoração ao deus Sol.

Sacsayhuaman
Sacsayhuaman

Ali, a Fortaleza de Sacsayhuaman irradia paz e tranquilidade, e é possível observar as enormes rochas de até 4 metros de altura utilizadas em sua construção. O detalhe é que percebe-se que algumas partes foram reconstruídas recentemente, em uma restauração. A questão é que, na época em que a Sacsayhuaman foi construída, não havia tecnologia nem equipamentos para colocar as pedras onde estas foram colocadas. Atualmente, no entanto, com toda a tecnologia e equipamentos disponíveis, preencheram os espaços que faltavam com pedras pequenas!

Tambomachay
Tambomachay
O segundo lugar que visitamos foi Tambomachay, onde se encontram fontes consideradas de água sagrada e onde eram realizados cultos à divindade da água como elemento de vida e saúde. Esta visita foi meio fraquinha... Você anda uns 300 metros até umas pedras com umas fontes.

A terceira parada foi Pukapukara, uma antiga fortificação de onde vigiavam a entrada na cidade.

Pukapukara
Pukapukara

A quarta e última visita da manhã foi Q'enqo, o antigo templo do Puma. Embora pequeno, este último templo possui belas paisagens e permite algumas fotos interessantes.

Q'enqo
Q'enqo
Também nos levaram a uma loja que vendia roupas de várias qualidades de alpaca e onde explicaram como distinguir a alpaca legítima da sintética. Até mesmo a alpaca legítima tem distinção: a baby-alpaca - feita com a primeira tosa da alpaca - é mais macia do que as outras. Também tem os casos de mistura, parte alpaca parte sintética ou parte alpaca parte seda. Esta última é muito usada para confeccionar pachiminas mais leves, para locais não tão frios. Aliás, o peso é uma característica da alpaca verdadeira. Quando há muito tecido sintético, a peça fica mais leve.

Mercado de San Pedro
Mercado de San Pedro
Pela tarde, nos levaram a um citytour pela cidade de Cusco. Não achei muito interessante. Começa com a ida à Igreja e Praça de San Blas, que possui vista panorâmica da cidade. Em seguida, nos levaram ao Mercado de San Pedro, onde se vende de tudo, desde artesanato até frutas, legumes, ervas, carnes, pão, todo tipo de comida. É meio chocante ver uma enorme quantidade de carne ali pendurada, sem proteção ou higiene.

Em seguida, visitamos o Convento de Santo Domingo Del Cusco, construído sobre o tempo de Qorikancha, que fica bem em frente ao Hotel Libertador del Inka, onde estávamos hospedados.

Área externa do Templo de Qorikancha
Área externa do Templo de Qorikancha

A última parada do city-tour era na Basílica Central, localizada na Plaza de Armas. No entanto, o guia falava um espanhol meio enrolado e não estávamos com disposição para mais uma visita a igreja... Assim, nos desligamos do grupo e fizemos um passeio por perto do hotel.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

De Puno a Cusco

Hoje foi dia de seguir para Cusco. A viagem foi feita em ônibus de turismo, que incluia o almoço e a visita a algumas atrações pelo caminho.

Nascer do sol no Lago Titicaca
Nascer do sol no Lago Titicaca

Acordei assistindo ao belo nascer do sol entrando pela janela do quarto, e às 6:50 da manhã já estava partindo do hotel em direção ao local de embarque no ônibus que nos levaria de Puno a Cusco.

La Raya (4538 metros de altitude)
La Raya (4538 metros de altitude)
Partimos dali às 7:30. Às 09:30, tivemos a primeira parada em Pucara para visitar um museu de cultura pré-inca.

A segunda parada foi em La Raya, que está a 4538 metros de altitude. A parada, desta vez, foi bem rápida, para evitar que alguém pudesse sofrer com o mal da altitude. Descemos para tirar fotos e cinco minutos depois estávamos de volta à estrada.

A próxima parada foi reservada para o almoço, em esquema self-service, no Restaurante La Pascana.

Raqchi
Raqchi
À tarde, tivemos ainda duas paradas antes de chegar a nosso destino. A primeira em Raqchi e a última parada foi para visitar uma igreja em Andahuaylillas.

Chegamos em Cusco por volta das 5hs da tarde e a operadora local estava nos aguardando para nos levar ao hotel.

Logo após chegarmos ao hotel, saímos novamente para visitar o Centro Artesanal de Cusco.

Ficamos em mais um hotel da rede Libertador, localizado no centro histórico. Como os demais, a qualidade dos serviços ali é indiscutível. Outra coisa que percebemos logo na nossa chegada foi a preocupação do pessoal do hotel com os hóspedes. Assim que chegamos, pegaram nossas malas, já nos indicaram os sofás para nos sentarmos, nos serviram chá de coca e perguntavam a todo momento se estávamos bem. Na volta do nosso passeio até o Centro Artesanal, perguntaram novamente se estávamos nos sentindo bem... Dessa vez, todos nós já estávamos aclimatados.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conhecendo o lago navegável mais alto do mundo

Hoje o dia estava reservado para conhecer o Lago Titicaca, que possui o título de lago navegável mais alto do mundo (fica a 3800 metros de altitude). A maior parte do lago (cerca de 60%) pertence ao Peru, enquanto os outros 40% pertencem à Bolívia.

Minha mãe, ainda cansada da viagem de ontem, preferiu ficar descansando no hotel, enquanto eu e meu pai desbravávamos o Titicaca.

Nos pegaram no hotel por volta de 7:30hs da manhã e às 8hs já estávamos a bordo do barco.

Ilhas flutuantes de Uros
Ilhas flutuantes de Uros
A primeira parada foi nas ilhas flutuantes de Uros. Ali, nos explicaram como a ilha é mantida, como ela é ancorada, como vive e quais os costumes do povo dali. Essa antiga população pré-inca vive em cabanas bem rústicas, de um único cômodo. A solução para desentendimentos entre pessoas da mesma ilha é simples: basta passar o serrote e dividir em duas! Outro detalhe é que, como as ilhas são flutuantes, se não fossem ancoradas, poderiam parar em lado boliviano! E acho que eles não tem passaporte... :)

Balsa de totora
Balsa de totora
Em Uros, também fizemos o tradicional passeio na balsa de totora, barco típico utilizado para levar os turistas em um pequeno passeio pelas ilhas flutuantes.

Embarcamos novamente no nosso pequeno catamarã para a próxima parada: a ilha Taquile. A ilha também possui terrazas e casas muito rústicas, embora melhores do que as vistas em Uros.

Ilha de Taquile
Ilha de Taquile
Subimos até um determinado ponto onde foi servido o almoço em uma mesa rústica ao ar livre com uma vista fabulosa do Lago Titicaca. De entrada, foi servida uma sopa. Em seguida, truta grelhada com limão, arroz e batata-frita. Simples, mas bem gostoso. Para finalizar, mate de coca, de muña ou uma combinação dos dois.

Após o almoço, subimos até o alto da ilha, onde fica a Plaza de Armas local. A subida é bem cansativa, mas conseguimos chegar bem lá.

Na volta, a descida foi direto para o catamarã. E depois de 1 hora e meia de viagem estávamos de volta ao pequeno porto e seguindo para o hotel. Chegamos ao Libertador em torno de 4hs da tarde, e mais tarde, jantamos no hotel.

Mal de Altitude

Cilindro de Oxigênio
Cilindro de Oxigênio
Hoje, eu e meu pai praticamente não sentimos os efeitos da altitude. Apenas as subidas causavam um cansaço maior, mas nada preocupante. Também não precisei tomar o "sorojchi pills". Minha mãe também estava um pouco melhor que no dia anterior, mas ainda não estava 100%. Pelo sim, pelo não, desta vez resolvi radicalizar... Pedi oxigênio para ela logo após o jantar. Em uns 5 minutos trouxeram o aparelho todo no quarto e ela ficou ali, no oxigênio, por uns 10 minutos. Nunca pensei que fosse pedir oxigênio na recepção do hotel... e ainda mais como serviço de quarto!

Conversando com o pessoal do hotel, nos disseram que é bem comum pedirem o oxigênio. E pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri que o Mal Agudo das Montanhas, popularmente chamado de "mal de altitude" atinge 92% dos turistas que chegam a altitudes superiores a 2800 metros, vindos do nível do mar e de uma hora para outra, segundo estatísticas médicas. Outro detalhe é que estar em plena forma física não garante passar por tudo isso de forma mais tranquila.

Ainda assim, em geral, não ocorre nada mais sério. É preciso apenas descansar, usar e abusar do mate de coca, e tomar o remédio. Se ainda assim estiver se sentindo mal, peça o oxigênio. Na maioria dos casos, em 2 ou 3 dias os sintomas já reduzem bastante ou até desaparecem.

O Cânion del Colca e a Cruz del Condor

A altitude é cruel. Aguentamos bem os 3300 metros de altitude do Colca Lodge. Nós o deixamos ontem, 28/09, por volta de 6:30 hs da manhã. Ainda deu tempo de tomar café e usar um dos dois únicos computadores com acesso à Internet, próximos da recepção, para mandar o post do dia anterior.

Segurando as águias
Segurando as águias
Nossa primeira surpresa do dia foi bastante preocupante. Nosso grupo, além da guia e do motorista, era composto por 9 pessoas - 6 argentinos e nós três brasileiros. Dos argentinos, dois casais estavam viajando juntos. Um dos homens, no entanto, passou mal durante a noite, devido à altitude. Chamaram o médico e ele precisou ficar no oxigênio. Durante o dia, soubemos que os quatro não seguiriam viagem conosco até Puno. Eles regressariam a Arequipa - altitude mais baixa - e seguiriam de avião para Cusco.

Vôo do condor
Vôo do condor
Nossa primeira - e praticamente única - visita do dia foi ao Mirante Cruz del Condor. Cheguei a fazer uma caminhada por ali e me surpreendi por ter aguentado tão bem. Ficamos cerca de uma hora e meia por ali, apreciando os vôos dos condores e o impressionante e majestoso Cânion del Colca.

O condor, aliás, é parente próximo do nosso urubu, e tal como ele, também se alimenta de carniça.

Cânion del Colca
Cânion del Colca

Mismi
Mismi
Dali, voltamos até as proximidades de Yanque parando em alguns outros mirantes pelo caminho, onde podíamos ver as diversas terrazas incas e pré-incas, mais paisagens do cânion e o Nevado Mismi, montanha vulcânica que faz parte da Cordilheira dos Andes e onde fica, segundo os estudos mais recentes realizados pelo Instituto Geográfico Nacional do Peru (IGN) com a participação do IBGE, a nascente mais afastada do Rio Amazonas.

Almoçamos em um restaurante self-service próximo ao povoado de Yanque e seguimos nossa viagem com destino a Puno.

O percurso, de cerca de 6 horas, foi bastante cansativo. A maior parte do trecho é feita acima dos 4000 metros de altitude - passamos novamente pelos 4910 metros do Mirante dos Vulcões -, o que contribui para fazer aparecer os sintomas do mal da altitude, principalmente dor de cabeça, sensação de cansaço, coração acelerado e sangramento no nariz. Compramos mais da sorojchi pills, que ajuda bastante.

Ao chegarmos ao hotel (Puno fica a 3800 metros de altitude), por volta de 6hs da tarde, fizemos o checkin e tomamos logo um chá de coca. Em seguida, deixamos as malas no quarto e descemos para jantar. Ok, era meio cedo, mas estávamos precisando muito descansar.

Mais uma vez, para nossa felicidade, ficamos em um hotel da rede Libertador. Até agora, os hotéis deles tem sido tudo de bom! Esse tem quarto e sala, TV de 32 polegadas nos dois ambientes - incluindo a Globo Internacional -, um bom banheiro e um monte de mimos... E já nos avisaram que, se for preciso, é só pedir balão de oxigênio na recepçào (sinistro, né?).

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sob o ar rarefeito

Por volta de 9hs da manhã, saímos dos 2300 metros de altitude de Arequipa com destino ao Vale do Colca.


Mirante dos Vulcoes (4910m)
Percorremos a estrada sempre subindo, e ainda passamos um bom trecho na Intercontinental - estrada que atravessa o continente do Oceano Pacífico ao Atlântico. A subida continuou pela Reserva de Vicuñas até o Mirante dos Vulcões, localizado à 4910 metros de altitude. Infelizmente, não pudemos observar os vulcões já que o tempo estava fechado. Por outro lado, fomos brindados pela neve que caía ali.

A quase 5000 metros, não havia como não sentir os efeitos da altitude. Mesmo mascando folhas de coca, tomando mate de coca e chá triplo - coca para altitude, chachacoma para o estômago e muña para relaxar - ainda sentimos a falta de ar, o cansaço e uma leve dor de cabeça. Pelo menos nao precisamos apelar para o oxigênio de emergência levado pelos guias.


Filhotinho de Alpaca
Dali iniciamos nossa descida rumo a Chivay (3600m), onde almoçamos em um self-service chingling. Depois de um passeio pelo mercado local, seguimos para o nosso hotel, o Colca Lodge.

O Colca Lodge fica em altitude mais baixa (3250m), próximo ao povoado de Yanque, mais afastado cerca de meia hora. O local é também spa e resort, tem águas termais e fica em um vale muito bonito por onde passa o Rio del Colca.


Termas do Colca Lodge
Gostamos do hotel, embora não tenha as comodidades encontradas no Libertador de Arequipa. Não tem TV nem Internet (na verdade, tem 2 computadores na recepção com acesso à Internet via satélite). Em compensação, há as águas termais, com temperatura de 37, 38 graus. O quarto, em estilo chalé rústico, conta com giral com duas camas além das duas outras do andar de baixo.


Vista do Colca Lodge
À noite, jantamos no próprio hotel, onde havíamos feito reserva logo que chegamos. Saboreei um filet mignon com molho roquefort acompanhado de batata gratinada. Muito gostoso! :) A surpresa foi quando pedimos a conta... Veio só a bebida. De acordo com o garçom, a comida estava incluída! :D Será isso mesmo? Amanhã teremos a confirmação.