Nossa primeira surpresa do dia foi bastante preocupante. Nosso grupo, além da guia e do motorista, era composto por 9 pessoas - 6 argentinos e nós três brasileiros. Dos argentinos, dois casais estavam viajando juntos. Um dos homens, no entanto, passou mal durante a noite, devido à altitude. Chamaram o médico e ele precisou ficar no oxigênio. Durante o dia, soubemos que os quatro não seguiriam viagem conosco até Puno. Eles regressariam a Arequipa - altitude mais baixa - e seguiriam de avião para Cusco.
Nossa primeira - e praticamente única - visita do dia foi ao Mirante Cruz del Condor. Cheguei a fazer uma caminhada por ali e me surpreendi por ter aguentado tão bem. Ficamos cerca de uma hora e meia por ali, apreciando os vôos dos condores e o impressionante e majestoso Cânion del Colca.
O condor, aliás, é parente próximo do nosso urubu, e tal como ele, também se alimenta de carniça.
Dali, voltamos até as proximidades de Yanque parando em alguns outros mirantes pelo caminho, onde podíamos ver as diversas terrazas incas e pré-incas, mais paisagens do cânion e o Nevado Mismi, montanha vulcânica que faz parte da Cordilheira dos Andes e onde fica, segundo os estudos mais recentes realizados pelo Instituto Geográfico Nacional do Peru (IGN) com a participação do IBGE, a nascente mais afastada do Rio Amazonas.
Almoçamos em um restaurante self-service próximo ao povoado de Yanque e seguimos nossa viagem com destino a Puno.
O percurso, de cerca de 6 horas, foi bastante cansativo. A maior parte do trecho é feita acima dos 4000 metros de altitude - passamos novamente pelos 4910 metros do Mirante dos Vulcões -, o que contribui para fazer aparecer os sintomas do mal da altitude, principalmente dor de cabeça, sensação de cansaço, coração acelerado e sangramento no nariz. Compramos mais da sorojchi pills, que ajuda bastante.
Ao chegarmos ao hotel (Puno fica a 3800 metros de altitude), por volta de 6hs da tarde, fizemos o checkin e tomamos logo um chá de coca. Em seguida, deixamos as malas no quarto e descemos para jantar. Ok, era meio cedo, mas estávamos precisando muito descansar.
Mais uma vez, para nossa felicidade, ficamos em um hotel da rede Libertador. Até agora, os hotéis deles tem sido tudo de bom! Esse tem quarto e sala, TV de 32 polegadas nos dois ambientes - incluindo a Globo Internacional -, um bom banheiro e um monte de mimos... E já nos avisaram que, se for preciso, é só pedir balão de oxigênio na recepçào (sinistro, né?).
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