segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Oásis à sombra dos vulcões

O dia amanheceu ensolarado, o que não foi nenhuma surpresa, já que Arequipa é como um oásis em meio ao deserto, e faz sol em cerca 300 dias por ano.

Praça das Armas
Praça das Armas

Depois do ótimo café da manhã servido no hotel, fizemos um passeio pela cidade. Fomos até a Praça das Armas, parando nas diversas lojinhas de artesanato espalhadas pelo caminho. Andamos muito e, na volta, almoçamos no Restaurante Chi Chá, que nos havia sido indicado pela guia no dia anterior. Comi um peixe espada, enquanto meu pai atacava um filet com fritas e minha mãe saboreava um Chupe de Camarones - uma sopa de lagostim com batatas, queijo e milho.

Praça das Armas
Os jardins internos
Mal chegamos ao hotel e já estava na hora do City Tour. Fomos levados até o Mirador Carmem e, de lá, fomos até a Igreja Paroquia de Yanahuara. Visitamos ainda a Igreja e Claustros de La Compania, a Praça das Armas - que já havíamos visitado pela manhã - e o Monastério de Santa Catarina. Este último foi muito chato, não recomendo para aqueles que não se interessam muito por roteiros "igreja e museu". Ali, contam a história das freiras, em geral as segundas filhas, que eram entregues ao monastério junto com um dote aos 12 anos - e tempos depois aos 16, 17 anos. Depois de um treinamento interno que durava 5 anos, elas tinham que decidir se ficavam ou não, sendo que recusar a vida no monastério era considerado uma vergonha para a família. Se aceitassem, elas faziam os votos e nunca mais podiam sair do monastério. Ainda bem que não nasci ali naquela época.

Panorâmica de Arequipa, com os vulcões Chachani e Misti, da esquerda para a direita.
Panorâmica de Arequipa, com os vulcões Chachani e Misti, da esquerda para a direita.

Depois da visita ao monastério, voltamos ao hotel.

Curiosidades

Arequipa está a 2300 metros de altitude, e é cercada pela Placa de Nasca, na costa do Pacífico, e por uma cordilheira vulcânica com 8 vulcões próximos à cidade, alguns deles ainda ativos. Essa combinação faz com que a região esteja constantemente sujeita a sismos. O mais próximo dos vulcões é o Misti, ainda ativo, mas adormecido. Estimam que, se um dia ele acordar, Arequipa seria atingida em cerca de 1 minuto.

Estar em uma região vulcânica significa que o solo - também vulcânico - é muito fértil. O problema para a agricultura é a água, ou melhor, a falta dela. Este problema foi resolvido há muito tempo com uma rede de irrigação com as águas da Cordilheira dos Andes. Hoje, em Arequipa, encontram-se várias plantações de verduras organizadas em terrazas, forma encontrada para um melhor aproveitamento do terreno montanhoso.

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