Ontem deixamos o luxuoso JW Marriott e seguimos de ônibus para Nazca. São 7 horas de viagem, bem cansativo, e durante todo esse tempo não se sai do ônibus. São feitas 3 paradas bem rápidas, de 5 minutos, apenas para desembarque de passageiros em Paracas e Ica e outra para embarque/desembarque de carga em outro local ainda em Ica. Grande parte do percurso é feita no meio do nada, no deserto. A paisagem muda muito lentamente neste cenário de areia e montanhas áridas.
Chegando à Nazca, seguimos diretamente para o Aeródromo, para fazer o sobrevôo sobre as linhas de Nazca. É meia hora em um teco-teco com 5 passageiros e 2 pilotos, com muita subida e descida, caídas em vácuo (a estrada estava muito esburacada ;)) e muitas curvas inclinadas para os dois lados. Com tanto solavanco, quem não tem muito estômago fica prejudicado. Assim, fica o alerta: para quem tem alguma tendência a enjoo não vale a pena.
A cada curva inclinada que os pilotos davam, eles indicavam o desenho que era avistado lá embaixo. Consegui identificar vários, mas tinha idéia de que fossem ainda maiores. Também tive mais dificuldade de identificar o primeiro, já que não sabia ao certo qual seria o primeiro nem o que eu deveria procurar. Depois, os outros foram mais fáceis. Deu para ver o astronauta, o macaco, o colibri, a aranha, as mãos e outras figuras.
Em seguida, fomos para o Hotel Hacienda Cantayo, o mais simples da nossa viagem e o que parecia ter menor infra-estrutura. Parecia até um tanto abandonado, aguardando ainda a alta temporada. A recepção e a entrada eram muito bonitas e o hotel, definitivamente, tem potencial. No entanto, o quarto não tinha TV, achei que faltava uns sofás e poltronas na recepção, achamos teias de aranha e muita poeira nas mesas externas, no restaurante e na biblioteca, e a piscina, infelizmente, estava suja. Isso sem falar na baixa qualidade do restaurante do hotel, que era muito fraco e caro. Até o gato estava com teia de aranha!
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