sexta-feira, 30 de setembro de 2011

De Puno a Cusco

Hoje foi dia de seguir para Cusco. A viagem foi feita em ônibus de turismo, que incluia o almoço e a visita a algumas atrações pelo caminho.

Nascer do sol no Lago Titicaca
Nascer do sol no Lago Titicaca

Acordei assistindo ao belo nascer do sol entrando pela janela do quarto, e às 6:50 da manhã já estava partindo do hotel em direção ao local de embarque no ônibus que nos levaria de Puno a Cusco.

La Raya (4538 metros de altitude)
La Raya (4538 metros de altitude)
Partimos dali às 7:30. Às 09:30, tivemos a primeira parada em Pucara para visitar um museu de cultura pré-inca.

A segunda parada foi em La Raya, que está a 4538 metros de altitude. A parada, desta vez, foi bem rápida, para evitar que alguém pudesse sofrer com o mal da altitude. Descemos para tirar fotos e cinco minutos depois estávamos de volta à estrada.

A próxima parada foi reservada para o almoço, em esquema self-service, no Restaurante La Pascana.

Raqchi
Raqchi
À tarde, tivemos ainda duas paradas antes de chegar a nosso destino. A primeira em Raqchi e a última parada foi para visitar uma igreja em Andahuaylillas.

Chegamos em Cusco por volta das 5hs da tarde e a operadora local estava nos aguardando para nos levar ao hotel.

Logo após chegarmos ao hotel, saímos novamente para visitar o Centro Artesanal de Cusco.

Ficamos em mais um hotel da rede Libertador, localizado no centro histórico. Como os demais, a qualidade dos serviços ali é indiscutível. Outra coisa que percebemos logo na nossa chegada foi a preocupação do pessoal do hotel com os hóspedes. Assim que chegamos, pegaram nossas malas, já nos indicaram os sofás para nos sentarmos, nos serviram chá de coca e perguntavam a todo momento se estávamos bem. Na volta do nosso passeio até o Centro Artesanal, perguntaram novamente se estávamos nos sentindo bem... Dessa vez, todos nós já estávamos aclimatados.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conhecendo o lago navegável mais alto do mundo

Hoje o dia estava reservado para conhecer o Lago Titicaca, que possui o título de lago navegável mais alto do mundo (fica a 3800 metros de altitude). A maior parte do lago (cerca de 60%) pertence ao Peru, enquanto os outros 40% pertencem à Bolívia.

Minha mãe, ainda cansada da viagem de ontem, preferiu ficar descansando no hotel, enquanto eu e meu pai desbravávamos o Titicaca.

Nos pegaram no hotel por volta de 7:30hs da manhã e às 8hs já estávamos a bordo do barco.

Ilhas flutuantes de Uros
Ilhas flutuantes de Uros
A primeira parada foi nas ilhas flutuantes de Uros. Ali, nos explicaram como a ilha é mantida, como ela é ancorada, como vive e quais os costumes do povo dali. Essa antiga população pré-inca vive em cabanas bem rústicas, de um único cômodo. A solução para desentendimentos entre pessoas da mesma ilha é simples: basta passar o serrote e dividir em duas! Outro detalhe é que, como as ilhas são flutuantes, se não fossem ancoradas, poderiam parar em lado boliviano! E acho que eles não tem passaporte... :)

Balsa de totora
Balsa de totora
Em Uros, também fizemos o tradicional passeio na balsa de totora, barco típico utilizado para levar os turistas em um pequeno passeio pelas ilhas flutuantes.

Embarcamos novamente no nosso pequeno catamarã para a próxima parada: a ilha Taquile. A ilha também possui terrazas e casas muito rústicas, embora melhores do que as vistas em Uros.

Ilha de Taquile
Ilha de Taquile
Subimos até um determinado ponto onde foi servido o almoço em uma mesa rústica ao ar livre com uma vista fabulosa do Lago Titicaca. De entrada, foi servida uma sopa. Em seguida, truta grelhada com limão, arroz e batata-frita. Simples, mas bem gostoso. Para finalizar, mate de coca, de muña ou uma combinação dos dois.

Após o almoço, subimos até o alto da ilha, onde fica a Plaza de Armas local. A subida é bem cansativa, mas conseguimos chegar bem lá.

Na volta, a descida foi direto para o catamarã. E depois de 1 hora e meia de viagem estávamos de volta ao pequeno porto e seguindo para o hotel. Chegamos ao Libertador em torno de 4hs da tarde, e mais tarde, jantamos no hotel.

Mal de Altitude

Cilindro de Oxigênio
Cilindro de Oxigênio
Hoje, eu e meu pai praticamente não sentimos os efeitos da altitude. Apenas as subidas causavam um cansaço maior, mas nada preocupante. Também não precisei tomar o "sorojchi pills". Minha mãe também estava um pouco melhor que no dia anterior, mas ainda não estava 100%. Pelo sim, pelo não, desta vez resolvi radicalizar... Pedi oxigênio para ela logo após o jantar. Em uns 5 minutos trouxeram o aparelho todo no quarto e ela ficou ali, no oxigênio, por uns 10 minutos. Nunca pensei que fosse pedir oxigênio na recepção do hotel... e ainda mais como serviço de quarto!

Conversando com o pessoal do hotel, nos disseram que é bem comum pedirem o oxigênio. E pesquisando um pouco mais sobre o assunto, descobri que o Mal Agudo das Montanhas, popularmente chamado de "mal de altitude" atinge 92% dos turistas que chegam a altitudes superiores a 2800 metros, vindos do nível do mar e de uma hora para outra, segundo estatísticas médicas. Outro detalhe é que estar em plena forma física não garante passar por tudo isso de forma mais tranquila.

Ainda assim, em geral, não ocorre nada mais sério. É preciso apenas descansar, usar e abusar do mate de coca, e tomar o remédio. Se ainda assim estiver se sentindo mal, peça o oxigênio. Na maioria dos casos, em 2 ou 3 dias os sintomas já reduzem bastante ou até desaparecem.

O Cânion del Colca e a Cruz del Condor

A altitude é cruel. Aguentamos bem os 3300 metros de altitude do Colca Lodge. Nós o deixamos ontem, 28/09, por volta de 6:30 hs da manhã. Ainda deu tempo de tomar café e usar um dos dois únicos computadores com acesso à Internet, próximos da recepção, para mandar o post do dia anterior.

Segurando as águias
Segurando as águias
Nossa primeira surpresa do dia foi bastante preocupante. Nosso grupo, além da guia e do motorista, era composto por 9 pessoas - 6 argentinos e nós três brasileiros. Dos argentinos, dois casais estavam viajando juntos. Um dos homens, no entanto, passou mal durante a noite, devido à altitude. Chamaram o médico e ele precisou ficar no oxigênio. Durante o dia, soubemos que os quatro não seguiriam viagem conosco até Puno. Eles regressariam a Arequipa - altitude mais baixa - e seguiriam de avião para Cusco.

Vôo do condor
Vôo do condor
Nossa primeira - e praticamente única - visita do dia foi ao Mirante Cruz del Condor. Cheguei a fazer uma caminhada por ali e me surpreendi por ter aguentado tão bem. Ficamos cerca de uma hora e meia por ali, apreciando os vôos dos condores e o impressionante e majestoso Cânion del Colca.

O condor, aliás, é parente próximo do nosso urubu, e tal como ele, também se alimenta de carniça.

Cânion del Colca
Cânion del Colca

Mismi
Mismi
Dali, voltamos até as proximidades de Yanque parando em alguns outros mirantes pelo caminho, onde podíamos ver as diversas terrazas incas e pré-incas, mais paisagens do cânion e o Nevado Mismi, montanha vulcânica que faz parte da Cordilheira dos Andes e onde fica, segundo os estudos mais recentes realizados pelo Instituto Geográfico Nacional do Peru (IGN) com a participação do IBGE, a nascente mais afastada do Rio Amazonas.

Almoçamos em um restaurante self-service próximo ao povoado de Yanque e seguimos nossa viagem com destino a Puno.

O percurso, de cerca de 6 horas, foi bastante cansativo. A maior parte do trecho é feita acima dos 4000 metros de altitude - passamos novamente pelos 4910 metros do Mirante dos Vulcões -, o que contribui para fazer aparecer os sintomas do mal da altitude, principalmente dor de cabeça, sensação de cansaço, coração acelerado e sangramento no nariz. Compramos mais da sorojchi pills, que ajuda bastante.

Ao chegarmos ao hotel (Puno fica a 3800 metros de altitude), por volta de 6hs da tarde, fizemos o checkin e tomamos logo um chá de coca. Em seguida, deixamos as malas no quarto e descemos para jantar. Ok, era meio cedo, mas estávamos precisando muito descansar.

Mais uma vez, para nossa felicidade, ficamos em um hotel da rede Libertador. Até agora, os hotéis deles tem sido tudo de bom! Esse tem quarto e sala, TV de 32 polegadas nos dois ambientes - incluindo a Globo Internacional -, um bom banheiro e um monte de mimos... E já nos avisaram que, se for preciso, é só pedir balão de oxigênio na recepçào (sinistro, né?).

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sob o ar rarefeito

Por volta de 9hs da manhã, saímos dos 2300 metros de altitude de Arequipa com destino ao Vale do Colca.


Mirante dos Vulcoes (4910m)
Percorremos a estrada sempre subindo, e ainda passamos um bom trecho na Intercontinental - estrada que atravessa o continente do Oceano Pacífico ao Atlântico. A subida continuou pela Reserva de Vicuñas até o Mirante dos Vulcões, localizado à 4910 metros de altitude. Infelizmente, não pudemos observar os vulcões já que o tempo estava fechado. Por outro lado, fomos brindados pela neve que caía ali.

A quase 5000 metros, não havia como não sentir os efeitos da altitude. Mesmo mascando folhas de coca, tomando mate de coca e chá triplo - coca para altitude, chachacoma para o estômago e muña para relaxar - ainda sentimos a falta de ar, o cansaço e uma leve dor de cabeça. Pelo menos nao precisamos apelar para o oxigênio de emergência levado pelos guias.


Filhotinho de Alpaca
Dali iniciamos nossa descida rumo a Chivay (3600m), onde almoçamos em um self-service chingling. Depois de um passeio pelo mercado local, seguimos para o nosso hotel, o Colca Lodge.

O Colca Lodge fica em altitude mais baixa (3250m), próximo ao povoado de Yanque, mais afastado cerca de meia hora. O local é também spa e resort, tem águas termais e fica em um vale muito bonito por onde passa o Rio del Colca.


Termas do Colca Lodge
Gostamos do hotel, embora não tenha as comodidades encontradas no Libertador de Arequipa. Não tem TV nem Internet (na verdade, tem 2 computadores na recepção com acesso à Internet via satélite). Em compensação, há as águas termais, com temperatura de 37, 38 graus. O quarto, em estilo chalé rústico, conta com giral com duas camas além das duas outras do andar de baixo.


Vista do Colca Lodge
À noite, jantamos no próprio hotel, onde havíamos feito reserva logo que chegamos. Saboreei um filet mignon com molho roquefort acompanhado de batata gratinada. Muito gostoso! :) A surpresa foi quando pedimos a conta... Veio só a bebida. De acordo com o garçom, a comida estava incluída! :D Será isso mesmo? Amanhã teremos a confirmação.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Oásis à sombra dos vulcões

O dia amanheceu ensolarado, o que não foi nenhuma surpresa, já que Arequipa é como um oásis em meio ao deserto, e faz sol em cerca 300 dias por ano.

Praça das Armas
Praça das Armas

Depois do ótimo café da manhã servido no hotel, fizemos um passeio pela cidade. Fomos até a Praça das Armas, parando nas diversas lojinhas de artesanato espalhadas pelo caminho. Andamos muito e, na volta, almoçamos no Restaurante Chi Chá, que nos havia sido indicado pela guia no dia anterior. Comi um peixe espada, enquanto meu pai atacava um filet com fritas e minha mãe saboreava um Chupe de Camarones - uma sopa de lagostim com batatas, queijo e milho.

Praça das Armas
Os jardins internos
Mal chegamos ao hotel e já estava na hora do City Tour. Fomos levados até o Mirador Carmem e, de lá, fomos até a Igreja Paroquia de Yanahuara. Visitamos ainda a Igreja e Claustros de La Compania, a Praça das Armas - que já havíamos visitado pela manhã - e o Monastério de Santa Catarina. Este último foi muito chato, não recomendo para aqueles que não se interessam muito por roteiros "igreja e museu". Ali, contam a história das freiras, em geral as segundas filhas, que eram entregues ao monastério junto com um dote aos 12 anos - e tempos depois aos 16, 17 anos. Depois de um treinamento interno que durava 5 anos, elas tinham que decidir se ficavam ou não, sendo que recusar a vida no monastério era considerado uma vergonha para a família. Se aceitassem, elas faziam os votos e nunca mais podiam sair do monastério. Ainda bem que não nasci ali naquela época.

Panorâmica de Arequipa, com os vulcões Chachani e Misti, da esquerda para a direita.
Panorâmica de Arequipa, com os vulcões Chachani e Misti, da esquerda para a direita.

Depois da visita ao monastério, voltamos ao hotel.

Curiosidades

Arequipa está a 2300 metros de altitude, e é cercada pela Placa de Nasca, na costa do Pacífico, e por uma cordilheira vulcânica com 8 vulcões próximos à cidade, alguns deles ainda ativos. Essa combinação faz com que a região esteja constantemente sujeita a sismos. O mais próximo dos vulcões é o Misti, ainda ativo, mas adormecido. Estimam que, se um dia ele acordar, Arequipa seria atingida em cerca de 1 minuto.

Estar em uma região vulcânica significa que o solo - também vulcânico - é muito fértil. O problema para a agricultura é a água, ou melhor, a falta dela. Este problema foi resolvido há muito tempo com uma rede de irrigação com as águas da Cordilheira dos Andes. Hoje, em Arequipa, encontram-se várias plantações de verduras organizadas em terrazas, forma encontrada para um melhor aproveitamento do terreno montanhoso.

Rumo a Arequipa

O dia de ontem (25/09/2011) foi reservado quase que exclusivamente para a viagem, composta por 3 trechos de vôos. O primeiro deles, Rio - São Paulo, saía às 06:10 da manhã, o que nos obrigou a acordar muito, mas muito cedo, às 2hs da madrugada. O taxi para o aeroporto estava nos esperando às 3hs e logo que chegamos ao Galeão fizemos o check-in. Nossas malas foram despachadas diretamente para Lima, onde teríamos que retirá-las para passar pela aduana antes de seguir para Arequipa.

Em São Paulo, tínhamos menos de uma hora para sair de um avião e embarcar no outro, com destino a Lima. Mas tudo correu bem e entre a saída de um avião e a entrada no outro, foram apenas 15 minutos.

Chegada a Arequipa
Chegada a Arequipa
Nossa primeira impressão de Lima, vista do avião, foi quase como se estivéssemos retornando ao Cairo, com tudo meio cor de areia.

Em Lima, tínhamos cerca de 4 horas até o próximo trecho Lima - Arequipa. Durante o vôo, pudemos ver o quão árido é este país. Por todo o percurso, a paisagem era a mesma, desértica, com muitas montanhas, e alguns picos nevados. E é em meio a essa terra árida que nasce o Rio Amazonas!

Hotel Libertador
Hotel Libertador
Chegamos à Arequipa às 5hs da tarde, horário local (7PM hora do Rio). O hotel - Libertador - nos pareceu muito bom. O quarto é ótimo, tem tamanho suficiente, TV plana wide de 32' - até pega a TV Globo -, mesinha com cadeira, frigobar, radio-despertador-tocador de iPod (e ainda carrega) e um banheiro ótimo, de mármore, com banheira e chuveiro, box, e um monte de agradinhos. Ainda na chegada ao hotel, fomos apresentados ao chá de coca.

Não achei ruim e até repeti. Estava com uma dor de cabeça desde Lima, muito mais por conta do cansaço - o dia que precedeu nossa viagem foi muito estressante - e por ter dormido muito pouco do que pela altitude.

À noite saímos para jantar no Restaurante ZigZag, onde apreciamos uma carne de alpaca. Na volta ao hotel, apagamos bem rápido.

domingo, 4 de setembro de 2011

Próximo destino: Peru

Em homenagem aos 100 anos da descoberta de Machu Picchu, escolhemos o Peru como nosso próximo destino. Serão duas semanas explorando o país, com direito a visita às principais atrações deste país.

Roteiro no Peru

Nossa viagem está programada para começar em Arequipa, no sul do Peru, a 2300 metros de altitude. Dali, seguiremos pelo Cânion do Rio Colca até os 3800 metros de Puno, às marges do Lago Sagrado dos Incas, o Titicaca. Neste lago, considerado o mais alto do mundo dentre os lagos navegáveis, faremos um passeio às ilhas flutuantes dos Uros e pela Ilha de Taquile.

Próxima cidade do roteiro, Cuzco é conhecida por ser porta de entrada àqueles com destino à cidade sagrada dos Incas, Machu Picchu. E, de fato, seguiremos para lá, com direito a hospedagem no Vale Sagrado dos Incas e em Aguas Calientes.

Nossa programação inclui duas entradas para Machu Picchu e uma para Huayna Picchu, a montanha mais alta que aparece em todos os principais cartões postais do lugar.

Depois de toda essa viagem pelas altas altitudes do Peru, seguiremos para Lima, onde faremos o sobrevôo pelas Linhas de Nazca e realizaremos uma excursão às Ilhas Ballestas.

Até breve!