terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Rumo a Maringá de Minas

No dia seguinte (23/01/2014), cansados do calor insuportável de Penedo, e frustrados com a aparência de cidade fantasma - poucas lojas abertas, ninguém nas ruas, tudo às moscas - resolvemos subir a serra em busca de uma temperatura mais amena. Assim, Maringá de Minas, aí vamos nós…

Seguimos serra acima pela sinuosa rodovia recém inaugurada até Visconde de Mauá, e dali, por outro trecho, que nem inaugurado foi ainda, até Maringá de Minas.

Depois de olhar algumas pousadas, optamos pela Montserrat, muito bem localizada perto da ponte que liga Maringá de Minas à Maringá do Rio. Essa distinção se faz porque no meio de Maringá corre o Rio Preto que atua como divisa entre os estados. Até aqui, o caminho é praticamente todo asfaltado, salvo alguns poucos metros entre as duas Maringás.

Ali também estava quente, embora menos do que em Penedo. Demos uma volta pelas duas Maringás, ligadas por uma ponte de pedestre. Almoçamos no Restaurante Mauro Jr, onde saboreamos uma truta ao pesto com gnocchi ao molho de tomate (molho de verdade mesmo). Uma delícia! À tarde, fomos à Cachoeira Véu de Noiva e ao Poção, e marcamos o passeio dos Gigantes para o dia seguinte.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Parque Nacional de Itatiaia - Visão geral da parte alta

Dia 22/01/2014, resolvemos fazer um passeio pela parte alta do Parnaitatiaia (Parque Nacional de Itatiaia). Contratamos o guia Moacir, um senhor de 68 anos que faz parte do conselho do Parque.

O caminho para a parte alta foi pela Dutra e depois pegando a rodovia BR-354 para a região do Circuito das Águas - São Lourenço, Caxambu, etc - até a localidade conhecida como Garganta do Registro, onde já funcionou um posto fiscal. Dali em diante são mais uns 14 km de estrada de terra até a portaria do parque, conhecido como Posto Marcão.

O percurso foi feito em cerca de 2 horas e meia de viagem. No caminho, fizemos algumas paradas em mirantes para tirar fotos, e chegando lá, é preciso pagar a taxa de visitação do parque (R$ 2,50 para moradores do entorno, R$ 12,50 para brasileiros e R$ 25,00 para estrangeiros).

Neste período do ano - verão - , o caminho da entrada do parque até o Abrigo Rebouças encontra-se interditado aos veículos para preservar a época de reprodução do sapinho flamenguinho, que hoje é o animal símbolo do parque.

Estacionamos o carro ali perto da portaria, uns 300 metros depois. A primeira trilha que pegamos foi a do Morro do Couto (2680 metros). Do seu cume dá para ver as Prateleiras e o Pico das Agulhas Negras. Não chegamos a percorre-la até o fim, mas até o ponto em que tínhamos vista para ambos os lados.

Dali, voltamos até o estacionamento e seguimos, à pé, pela estradinha rumo ao Abrigo Rebouças, parando para fotos aqui e ali, da flora, da fauna e das montanhas. A estradinha está bem ruim, ficamos imaginando que os carros sofrem para passar por ali fora do verão...

Pouco depois de chegarmos ao Abrigo Rebouças, o temporal desabou. Foi o tempo de conhecer o abrigo e fazer uma pausa para o lanche, até que a chuva amainou. No entanto, ficamos receosos da chuva voltar forte novamente e decidimos voltar para o carro.

Durante o passeio, pegamos temperaturas bem mais amenas do que em Penedo. Em determinado momento, a temperatura chegou a 17 graus! Uma delícia para quem já estava cansada do calor escaldante do verão...

Penedo no verão

Saímos do Rio de Janeiro rumo à Penedo, cidadezinha do Rio que fica próximo de São Paulo e Minas Gerais e também conhecida como pequena finlândia.

A ideia inicial era nos hospedarmos na Pousada do Lago. Não fizemos reserva pois não tínhamos tempo de estadia definido. A ideia era viajar no estilo livre, leve e solto. Ok que estamos viajando em pleno janeiro, época de férias escolares, mas também era meio de semana (terça-feira).

No final das contas, a pousada estava “lotada”, de acordo com o recepcionista por conta de hóspedes empresariais. Achamos estranho: que tantos negócios haveria em Penedo???

A resposta não era exatamente Penedo, mas Resende e Porto Real, onde muitas indústrias tem se estabelecido. Não raro, o público empresarial para esses lugares tem se hospedado em Penedo.

De qualquer forma, era tudo muito estranho: hotéis cheios, ruas vazias, cenário de cidade fantasma.

Depois de visitar cerca de 7 hotéis, finalmente encontramos um que nos agradou: o Hotel Primavera. O hotel mais parece uma pousada. Não é uma brastemp, nada de mais, mas achamos o preço mais justo do que em outras pousadas por onde passamos.

Fato é que pudemos constatar que o efeito $urreal (tudo caro) não atingiu somente a cidade do Rio, ele tem se irradiado para outras regiões do estado e, provavelmente, do país.

Penedo, durante a semana, é muito estranha. Poucas lojas abrem, não possui nenhum - isso mesmo, nenhum - banco e não vimos nenhum caixa eletrônico disponível para sacar dinheiro (disseram que haveria 2, mas nenhum ali no centro turístico). E preços caros. Meio decepcionante.

Para piorar, o tempo estava quente, muito quente! E para aliviar um pouco o calor, a saída foi aproveitar a piscina do hotel e depois se esconder no quarto do hotel com o ar condicionado ligado.