sábado, 11 de junho de 2011

Azzurri!

E já que no Brasil o futebol é tradição, nada mais natural do que levantar a questão: por quê a seleção italiana de futebol veste uniforme de cor azul se a bandeira italiana não possui esta cor? A resposta é que as cores do uniforme da seleção italiana de futebol - e de diversas outras modalidades esportivas - é uma homenagem à Casa de Savóia, família real italiana que possuía as cores azul e branco estampadas em suas bandeiras e brasões desde a Idade Média. Com isso, os jogadores ficaram conhecidos como os Azzurri, que é o plural, em italiano, do "light blue" dos Savóia - um azul claro da cor do céu. Mas foi depois do inédito bicampeonato mundial consecutivo que a seleção ganhou o famoso apelido de Squadra Azzurra (ou Seleção Azul).

No restaurante em Cinque Terre
No restaurante em Cinque Terre
E por falar da terra dos Azzurri, vale alguns comentários sobre a comida na Bella Italia! Como já era de se esperar, comemos muita massa na Itália! E nenhum garçom reclamou de pedirmos mais queijo parmezão! :) O tagliatelli al ragu que experimentei em Bologna - ragu é o molho a bolognesa das cantinas italianas - estava gostoso, mas o gnocchi ao molho gorgonzola que eu comi no último dia da viagem estava simplesmente divino! Sobre as pizzas, podemos até fazer melhor, mas aqui no Rio peca-se pela falta do molho de tomate, que aliás, é outra coisa por lá... é de verdade e muito bom! Em Cinque Terre, o peixe saboreado era fantástico e a tábua de carnes que comemos na chegada à Roma também estava ótima. Se engordei? Não. Emagreci! O segredo está nas caminhadas, muitas caminhadas, subindo e descendo os morros das cidades e sempre correndo para não perder nada e aproveitar a viagem ao máximo... :)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Outras dicas e curiosidades sobre Malta

Charanga
Charanga
Não é preciso muito tempo nesse arquipélago-estado para perceber alguns detalhes sobre o seu sistema de transporte. O primeiro deles é detectado logo na saída do aeroporto, ao pegar a condução para o hotel: em Malta, a direção é inglesa! Ônibus novos e modernos? Só em sonhos. Em Malta, é mais fácil encontrar charangas, que de tão representativas, são facilmente encontradas na forma de souvenirs, principalmente como ímãs de geladeira. Lá, é comum que o dono do ônibus seja o próprio motorista, inclusive no transporte público. Mas essa situação está prestes a mudar. É possível que, daqui a alguns anos, as charangas estejam reduzidas a coisa do passado, já que uma empresa encontra-se prestes a assumir o transporte público, com uma frota de ônibus novos e modernos. Outro ponto que chama a atenção é que todos os carros em Malta são sujos de poeira. Pois é, apesar de estar cercada de água por todos os lados, o arquipélago não nega sua proximidade com a África e o deserto do Saara. Provavelmente, toda essa poeira suspensa também seja um dos motivos pelo qual Malta seja o local onde encontramos os carros mais pobrezinhos da Europa.

E por falar em água, este é um problema sério para os malteses. A água potável, em geral, é obtida através da dessalinização da água do Mar Mediterrâneo. Além disso, quase todas as casas tem sisterna e sistema de captação de chuvas, apesar de quase não chover por lá.

O isolamento natural a que Malta está submetida traz uma consequência positiva a seus moradores: a sensação de segurança ali é tal que não é raro encontrar a chave na porta das casas, principalmente na ilha de Gozo.

Piscina com borda infinita
Piscina com borda infinita
Já falei sobre vários dos passeios nos relatos do dia, mas vale observar que pelo menos um passeio ficou faltando em nossa viagem à Malta... não fomos à Lagoa azul, na Ilha de Comino. O lugar, um dos cartões postais da ilha, é belíssimo.

Outro detalhe que não cheguei a comentar foi que, na chegada ao hotel em Malta, nos foi oferecido a bebida local tradicional: o Kinnie. Para nós brasileiros, parece um refrigerante. Gostei.

E em falando do hotel de Malta, o The Palace, adorei a piscina com borda infinita do 9º andar e a interna e aquecida do 7º!

Loja do Playmobil
Loja do Playmobil
Para aqueles que tem filho, sobrinho ou neto que goste de playmobil, Malta é o lugar ideal para comprar alguns desses brinquedinhos! Uma das fábricas fica lá, no setor industrial, e os preços são tão mais baratos que aqui no Brasil que nem dá para comparar. Como achar uma loja de brinquedos aberta em meio a tantos passeios no pouco tempo que temos em Malta é meio difícil, fica aqui a dica: tem uma loja do Playmobil no free shop (departure). No embarque, logo depois de passar pelo raio-x, você sai praticamente dentro de uma loja do free shop. Saindo dessa loja, é a primeira à esquerda, em frente ao Gate 5.

Ah! E sobre a segunda maior ilha habitada de Malta... "Quem nasce em Gozo não é gozado nem gozador, é gozitano!" :)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Lar, doce lar

Nossa chegada ao Rio, no último dia do mês, foi tranquila, embora bastante cansativa. Pegamos o vôo da Alitalia para São Paulo, onde embarcaríamos em outro vôo - da TAM - para o Rio de Janeiro. Tivemos que fazer a imigração/alfândega em São Paulo, mesmo embarcando em vôo para o Rio no terminal internacional. Com isso, tivemos que retirar as malas em São Paulo e também fazer o free shop por lá. Aliás, o momento de tensão ficou por conta das malas em São Paulo. A esteira reservada para o nosso vôo era muito pequena, e apenas após cerca de uma hora aguardando ali, elas apareceram.

A alfândega também foi bem tranquila: entregamos o "Nada a declarar" e passamos direto. Seguimos para o check-in da TAM e despachamos, além das malas, uma caixa de bebidas que compramos no duty free. Apesar de ser um vôo São Paulo - Rio, tínhamos direito à franquia de bagagem de vôo internacional, já que vínhamos de Roma. Levamos conosco os brinquedos comprados em Malta, os eletrônicos adquiridos em Andorra, o netbook e os casacos.

Já no Rio, apesar de desembarcarmos no terminado internacional, não podíamos comprar nada no duty free, pois já havíamos feito a alfândega em São Paulo. Da mesma forma, ao passar pela alfândega do Rio, bastou apenas informar que já a havíamos feito em São Paulo. Resumindo, tudo ocorreu muito bem na chegada, mas ficou a sensação de que poderia ter sido mais tranquilo ainda se houvesse a possibilidade de fazer a alfândega no Rio de Janeiro ao invés de em São Paulo.